5 livros para filosofar com autores negros brasileiros

Fernando de Sá Moreira indica obras que enfrentam questões incômodas — de dentro e fora do meio acadêmico

Foto Reprodução

Fernando de Sá Moreira é doutor
em filosofia e professor adjunto da
Universidade Federal Fluminense

Em uma pesquisa publicada na revista Problemata, em 2019, ele
colocou em números a escassez
de referenciais negros nos
estudos de filosofia brasileiros

0,5%

Das mais de 10 mil teses e dissertações
em filosofia publicadas no Brasil entre
1987 e 2018, apenas cerca de 0,5% são
diretamente relacionadas a filosofias
e filósofos negros

Foto Reprodução

Mas existe também uma
ampla contribuição de
pensadores negros brasileiros
à filosofia que acontece fora
do meio acadêmico

— Fernando de Sá Moreira

“A atividade filosófica promovida por negros e negras no Brasil é centenária, anterior mesmo à formalização da área de conhecimento universitário chamada ‘filosofia’ no país”

Foto Unsplash

Ao Nexo, ele indicou cinco livros de autores negros brasileiros — nem todos são reconhecidos como filósofos, mas todos têm algo a dizer ao campo da filosofia acadêmica e profissional em nosso país


O genocídio
do negro brasileiro

Abdias Nascimento

“Referência de primeira ordem para pensar o enfrentamento ao racismo no Brasil e no resto do mundo”


O ensino de filosofia e a lei 10.639

Renato Nogueira

“Destaca a responsabilidade de se fazer cumprir a lei que exige a incorporação do ensino de história e cultura afro-brasileira no país”


Quarto de despejo

Carolina Maria de Jesus

“Ela tinha uma rara autonomia intelectual ao abordar temáticas próprias da reflexão filosófica, como política, amor, escravidão, pobreza e ética”


Pequeno manual antirracista

Djamila Ribeiro

“Não é a última leitura que alguém deve empreender sobre o tema, mas funciona bem como um ponto de partida e como um convite a ação antirracista”


O diabo em forma de gente

Megg Rayara Gomes de Oliveira

“A autora debate suas experiências como professora travesti negra e também promove um diálogo com outros professores negros e gays”

Texto
Fernando de Sá Moreira

Arte
Gustavo Balducci

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