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O que você precisa saber para votar no segundo turno

Eleição define o próximo presidente da República e governadores de 13 estados e do Distrito Federal

     

    Eleitores em todo o país voltam às urnas no domingo (28) para enfim definir quem será o presidente da República pelos próximos quatro anos. A disputa no segundo turno é entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT).

    Em 13 estados e no Distrito Federal, eleitores também vão votar para governador. O horário de votação é o mesmo do primeiro turno: das 8 horas até as 17 horas, de acordo com os fusos locais.

    147,3 milhões

    é o número de eleitores aptos a votar

    A divulgação dos resultados começa a partir do encerramento da votação. Lembrando que, no caso da divulgação da contagem presidencial, ela só ocorrerá após o fechamento das urnas no Acre, estado que tem fuso de duas horas a menos em relação a Brasília.

    Por haver menos cargos em disputa, os novos eleitos serão conhecidos já nas primeiras horas da noite do domingo. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) disponibiliza um aplicativo gratuito para quem quiser acompanhar a contagem dos votos. Está disponível para celulares com sistemas Android e iOS.

    Abaixo, destacamos outras informações que podem ser úteis aos eleitores antes e durante a votação.

    Quem vota e quem não vota

    Somente quem estiver em situação regular na Justiça Eleitoral pode votar. Em 2018, o TSE cancelou 3,3 milhões de títulos de eleitores que não fizeram o cadastro biométrico, em que o eleitor verifica sua identidade por meio da impressão digital. Para saber se seu título está em situação regular, basta acessar a página do TSE e informar seu nome ou o número do título.

    Dicas gerais

    Para votar

    É preciso levar um documento oficial com foto (RG, passaporte ou carteira de trabalho, por exemplo). Levar o título de eleitor ajuda a saber dados sobre a zona e a seção eleitoral. Mas esse documento não é obrigatório para votar. E não dá para votar só com ele: é preciso sempre o documento com foto.

    Biometria

    No título de quem já fez a biometria aparece a expressão “identificação biométrica”. O eleitor que não compareceu ao cadastro biométrico, nas cidades onde o processo era obrigatório, está com o título cancelado e não poderá votar nestas eleições. Neste link é possível saber se na sua cidade houve cadastro obrigatório. Na hora do voto, a diferença entre quem fez a biometria e quem não fez é o momento da identificação do eleitor (que vai posicionar o dedo no equipamento que vai ler a digital). A urna para votação, porém, é a mesma.

    Onde votar

    Caso tenha esquecido onde é seu local de votação, na página inicial do TSE, em “Serviços ao eleitor”, é possível pesquisar. Basta informar seu nome completo, data de nascimento e nome da mãe.

    Se não votar

    O voto no Brasil é obrigatório para eleitores a partir de 18 anos e facultativo para jovens entre 16 e 17 anos, além de idosos acima de 70 anos. Quem é obrigado a votar deve justificar a ausência. Durante a votação do segundo turno, é possível justificar em qualquer local de votação. Depois disso, é preciso procurar outros postos de atendimento.

    Se não votou no 1º turno

    Quem não votou no primeiro turno pode votar normalmente na segunda etapa da eleição. Só não poderá votar quem estiver com o título irregular. Além de votar agora, o eleitor pode aproveitar para justificar a ausência anterior.

    Prazos

    O eleitor tem até 60 dias depois de cada turno para justificar ausência no primeiro turno ou no segundo, ou mesmo nos dois. Neste link há mais detalhes. Após isso, terá de pagar multa, de R$ 3,51 por turno ausente.

    Consequências

    O eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas (nesse caso, cada turno equivale a uma eleição), que não justificar e não pagar as multas, terá o registro do título cancelado. Nessa situação, o eleitor fica impedido, por exemplo, de tirar passaporte e de receber salários de função ou emprego público. A regra também vale para quem está no exterior e não pediu transferência de título para votar fora do Brasil.

    Diante da urna

    O voto é pela urna eletrônica. Em casos de problemas técnicos, pode-se recorrer a cédulas de papel, o que ocorre num percentual muito pequeno. No primeiro turno, foram substituídas 24 mil urnas, o equivalente a 0,46% do total de equipamentos usados em todo o país, segundo o TSE.

    Também no primeiro turno, eleitores apoiadores de Bolsonaro e o próprio candidato levantaram suspeitas de fraudes — discurso defendido pelo capitão reformado durante a campanha. A Justiça Eleitoral rebateu as suspeitas e defendeu a confiabilidade das urnas. Auditorias realizadas em cinco estados também descartaram a hipótese de fraudes.

    454.493

    foi o número de urnas instaladas no 1º turno em todo o país

    No momento da votação, o eleitor que identificar defeito ou mau funcionamento da urna deve comunicar imediatamente o mesário ou o presidente da seção eleitoral. A queixa também pode ser formalizada pelo Pardal, aplicativo do TSE disponível para sistemas Android e iOS. A opção está disponível em “nova denúncia”.

    Diante da urna, o eleitor digita o número do candidato escolhido e aperta a botão verde “Confirma”. Se errar, é possível corrigir, pressionando o botão laranja “Corrige”. Mas se errar e confirmar, o voto será anulado ou direcionado ao outro candidato. Para facilitar, leve os nomes e os números anotados num papel — você não vai poder usar o celular na cabine eleitoral.

    A ordem de votação

    Governador

    O eleitor vota primeiro para governador, nas unidades da federação onde este cargo ainda está indefinido. São dois números. O eleito comandará o poder Executivo de seu estado durante quatro anos. Clique aqui e saiba o que faz um governador.

    Presidente

    São dois números. O mais votado assume o Palácio do Planalto por quatro anos. Clique aqui e saiba o que faz um presidente da República.

    Prefeitos

    Em 19 cidades haverá eleições suplementares para escolha de prefeitos e vice-prefeitos. Esse tipo de pleito será realizado onde os antigos ocupantes foram afastados do cargo por decisão judicial. Nesses municípios, o eleitor vota na seguinte ordem: governador (se houver); presidente e, ao final, prefeito.

    Em 13 estados a eleição para o governo dos estados já foi definida. Terão de votar novamente os eleitores de:

    • Amapá: João Alberto Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT)
    • Amazonas: Wilson Lima (PSC) e Amazonino Mendes (PDT)
    • Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB)
    • Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PSDB) e juiz Odilon (PDT)
    • Minas Gerais: Romeu Zema (Novo) e Antonio Anastasia (PSDB)
    • Pará: Helder Barbalho (MDB) e Marcio Miranda (DEM)
    • Rio de Janeiro: Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM)
    • Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo (PDT)
    • Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB)
    • Rondônia: coronel Marcos Rocha (PSL) e Expedito Junior (PSDB)
    • Roraima: Antonio Denarium (PSL) e José de Anchieta Junior (PSDB)
    • Santa Catarina: comandante Moisés (PSL) e Gelson Merísio (PSD)
    • São Paulo: João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB)
    • Sergipe: Belivaldo Chagas (PSD) e Valadares Filho (PSB)

    Voto em branco e nulo

    Eleitores que não se identificam com nenhum dos candidatos em disputa podem optar por anular ou votar em branco. Para anular, é preciso digitar um número inexistente e apertar “Confirma”. Para votar em branco, basta apertar o botão “Branco”.

    Vale lembrar que esses votos não são “transferidos” para quem lidera a disputa nem anulam a eleição (ainda que a maioria decida anular). Mas, ao votar em branco ou nulo, o eleitor está abrindo mão de escolher.

    Na contagem final, brancos e nulos são desconsiderados, restando somente os votos válidos, ou seja, aqueles direcionados a um dos candidatos. O vídeo abaixo explica a diferença entre eles:

    O que é permitido no dia da votação

    O eleitor tem direito a algumas manifestações, mas dentro de limites especificados pela legislação. Quem desrespeita essas regras comete crime eleitoral, ficando sujeito a penas que variam de multa a detenção.

    Para candidatos as proibições são claras para qualquer tipo de propaganda no dia da votação. Já para eleitores há divergências entre professores de direito, por exemplo, quanto à permissão de manifestação em redes sociais ou por meio de mensagens enviadas por aplicativos de conversas, como WhatsApp. Durante a campanha, a manifestação é permitida. Mas, no dia da votação, há quem veja semelhanças com a boca de urna, o que é proibido.

    Abaixo, o que vale e o que não vale:

    • É permitido: manifestação individual e silenciosa, como usar camisetas, broches, adesivos e/ou bandeiras do seu candidato. Mesários e fiscais são exceção e não podem usar roupa nem objeto com propaganda política
    • É proibido: pedir e comprar votos, distribuir santinhos ou camisetas, usar alto-falante, promover aglomeração de pessoas usando roupas iguais
    • É permitido: eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem contar com ajuda de alguém de sua confiança na hora de votar, mesmo sem pedido antecipado a um juiz eleitoral
    • É proibido: a candidatos e partidos é vetada a publicação de novos conteúdos ou impulsionamento em redes sociais. A proibição também é válida para envio de mensagens por aplicativos de conversa, como WhatsApp
    • É permitido: o funcionamento de estabelecimentos comerciais, mas deve ser assegurado o direito de funcionários de votare
    • É proibido: fazer boca de urna, usar o celular e/ou tirar fotos na cabine eleitoral
     

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