A constante adaptação a um ano de improvisos e provações

Ao longo do mês de dezembro, o ‘Nexo’ destaca 20 características do nosso tempo que foram escancaradas em 2020. Neste capítulo, destaca a capacidade humana de atravessar uma crise sem precedentes 

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    A palavra resiliência se tornou um conceito frequente na psicologia nos últimos anos. Em 2020, as pessoas puderam exercitá-lo como nunca antes. A incerteza e a falta de planejamento durante a pandemia geraram ansiedade. A convivência mais intensa, assim como a distância forçada, impuseram um cotidiano de improvisos. Foram testes diários de resiliência.

    “Resiliência não é resistir, se adaptar à adversidade de forma passiva, mas aprender a operar no obstáculo e sair maior dele. Por isso não adianta ficar preso na própria dor, só resistindo”, explicou a psicanalista Sandra Baron, professora da Universidade Federal Fluminense e membro do Observatório Internacional de Pesquisas em Resiliência, à revista Gama.

    Entre as cenas que marcaram o mês em que a pandemia foi declarada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), março, estavam as imagens de italianos cantando e dançando em suas janelas e varandas. Era uma estratégia para manter o moral alto em um país que enfrentava o lockdown e centenas de mortes diárias, em ritmo crescente.

    Tentar não sucumbir à angústia da pandemia foi também a motivação por trás das lives da cantora Teresa Cristina no Brasil, que começaram de maneira despretensiosa, mas se tornaram eventos com milhares de espectadores e participações célebres. A cantora passou a ser chamada de “rainha das lives”.

    Em dez meses de novos hábitos forçados, desenvolveu-se um aprendizado de comportamentos e práticas que vão das festas de aniversário no Zoom aos cumprimentos sem contato físico, passando pela adoção da máscara como item do vestuário e pelo surgimento de um novo vocabulário comum. O home office provou ser uma opção viável para empresas de diversas áreas. Algumas pretendem manter a prática mesmo depois que os escritórios voltarem a ser opções seguras.

    Por outro lado, a convivência intensificada gerou estresse, com o número de divórcios aumentando em vários países. Repensar decisões durante um ano de provações também fez parte do processo de adaptação.

    Abaixo, o Nexo lista cinco conteúdos publicados em 2020 que ajudam a revisitar e entender o assunto.

    Limites elásticos: o que a pandemia ensina sobre resiliência

    Em tempos de pandemia, resiliência virou termo chave: afinal, é preciso se adaptar ao “novo normal”, como indivíduo e sociedade. A revista 'Gama' conversou com especialistas sobre o tema.

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    Como explicar para crianças a pandemia que não termina

    Um psicólogo e uma educadora dão recomendações de como voltar a conversar com os filhos sobre o prolongamento da crise sanitária e a eventual necessidade de retomar restrições mais rígidas.

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    Viviane Mosé: ‘O maior desafio do isolamento é aprender a parar’

    Em entrevista ao ‘Nexo’, psicanalista e filósofa fala sobre isolamento social: solidão para uns, hiperconvívio familiar para outros e os impactos na sociabilidade após a pandemia.

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    Por trás da mudança de hábito

    Em tempos de futuro incerto, a reabertura gradual nos faz, mais uma vez, modificar nossas rotinas. Em entrevista à revista 'Gama', o psiquiatra Arthur Danila fala sobre como lidar de forma sensata com a fadiga da quarentena — e com a festa no vizinho.

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    Questões para repensar nossa forma de morar

    Meses em isolamento trazem a casa para o centro das atenções e provocam questionamentos sobre estilo de vida e paradigmas arquitetônicos.

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