A saúde mental minada pela exaustão, ansiedade e solidão

Ao longo do mês de dezembro, o ‘Nexo’ destaca 20 características do nosso tempo que foram escancaradas no ano de 2020. Neste capítulo, mostra como a pandemia afetou o psicológico da população

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Ansiedade, depressão, estresse, solidão, cansaço, burnout. A prevalência de problemas como esses na população mundial é às vezes descrita como epidemias dos tempos atuais. Em 2020, diante dos enormes efeitos sanitários, sociais e econômicos da pandemia do novo coronavírus, essas ameaças à saúde mental se mostraram ainda mais urgentes.

À preocupação com a própria saúde física e de pessoas próximas se somou a insegurança financeira e a falta de convívio social. Sintomas como dificuldade para dormir e se concentrar e o esgotamento físico e psíquico foram alguns dos mais recorrentes em meio às muitas crises causadas pela covid-19. Médicos e enfermeiros lidaram com a sobrecarga em meio ao colapso de sistemas de saúde, enquanto outros trabalhadores essenciais se arriscaram nas ruas em situação precária.

Mais pessoas passaram a trabalhar de casa, o que para muitos significou um obscurecimento das fronteiras entre o emprego e os períodos de lazer e descanso. Famílias precisaram adaptar suas rotinas para prestar maiores cuidados e dar aulas aos filhos. Com o fechamento das escolas, as restrições do isolamento social também afetaram a saúde mental de crianças e adolescentes em idade escolar.

A pandemia escancarou a necessidade de um olhar mais atento às questões de ordem psicológica, em especial no Brasil, onde as desigualdades socioeconômicas produzem uma assimetria no acesso aos serviços de cuidado com a saúde mental.

Abaixo, o Nexo lista cinco conteúdos publicados em 2020 que ajudam a revisitar e entender o assunto.

Chris Gallafrio Novaes: ‘Nós, da saúde, estamos exaustos’

A infectologista Christina Gallafrio Novaes vem trabalhando sem descanso em cinco hospitais particulares de São Paulo e também no Hospital das Clínicas. Na conversa com a ‘Gama’, ela fala da rotina dos médicos e sobre o futuro da pandemia

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O impacto físico e psicológico do home office na pandemia

Estudo da FGV revela baixos índices de bem-estar e saúde mental entre trabalhadores. Ministério Público do Trabalho propõe recomendações para formato

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Como é o acesso à saúde mental nos municípios brasileiros

Cerca de 300 cidades não têm psicólogos e quase 3.000 não contam com psiquiatras. Os dados são de dezembro de 2019

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Quais os impactos da pandemia para a população LGBTI no Brasil

Pesquisa do coletivo #VoteLGBT coordenada por pesquisadores da Unicamp e UFMG evidencia agravamento de fragilidades econômicas e sociais devido à crise sanitária

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‘O descanso é o caminho para o equilíbrio’

Em entrevista para ‘Gama’, a neurocientista Natália Mota fala sobre como a busca pela produtividade extrema é perigosa

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