A devastação contínua do meio ambiente e a pressão por mudanças

Ao longo do mês de dezembro, o ‘Nexo’ destaca 20 características do nosso tempo que foram escancaradas em 2020. Neste capítulo, fala sobre o agravamento da crise ambiental e as políticas do governo brasileiro na área

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Antes do surgimento do novo coronavírus, cientistas passaram anos alertando para os riscos de uma pandemia viral com profundos efeitos sanitários, sociais e econômicos. O mesmo acontece com a crise climática e ambiental, que se agravou em 2020, e cujas práticas predatórias têm relação direta com a emergência desse e de futuros novos vírus.

Os incêndios florestais registrados em lugares como a costa oeste americana e o Pantanal brasileiro foram os maiores em quase duas décadas. O bioma nacional quebrou recordes de focos de fogo, que consumiram 29% da sua cobertura e afetou a vida silvestre. No sul do país, os Pampas também atingiram números inéditos de área queimada.

A Amazônia registrou, entre agosto de 2019 e julho de 2020, a taxa de desmatamento mais alta dos últimos 12 anos. A derrubada da cobertura vegetal seguida por fogo cresceu em terras indígenas, num contexto de avanço de garimpeiros, grileiros e madeireiros. Os invasores se beneficiaram da precarização de órgãos ambientais e indigenistas durante a pandemia de novo coronavírus, e levaram a doença para dentro desses territórios.

Em 2020, as pressões sobre o governo de Jair Bolsonaro por ações contra a devastação ambiental se acentuaram, e vieram de blocos de países, investidores e ex-ministros da área econômica. Em 2021, com a vitória de Joe Biden para a presidência dos EUA, poderão vir também do governo americano.

Enquanto o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendia flexibilizar regras ambientais, o governo federal criou o Conselho Nacional da Amazônia, chefiado pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Mas a “boiada” de um governo que nega a emergência climática continuou a passar, com a flexibilização da fiscalização, a militarização de órgão ambientais, a paralisação da cobrança de multas ambientais e a diminuição de operações de campo.

Abaixo, o Nexo lista cinco conteúdos publicados em 2020 que ajudam a revisitar e entender o assunto.

O que será da Amazônia?

De seus povos, de sua água, dos animais, daquela imensidão toda. Como transformar esse patrimônio em motivo de orgulho e preservação? Líderes indígenas, cientistas e fotojornalistas indicam caminhos possíveis para evitar que ela seja devastada

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Por que é tão difícil apontar culpados para crimes ambientais

Presidente da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente fala ao ‘Nexo’ sobre os impasses da penalização

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O estrago da onda de incêndios para os animais do Pantanal

Queimadas atingiram áreas em que estão as maiores concentrações de araras-azuis e onças-pintadas no mundo. A fauna poderá levar de 20 a 30 anos para se recuperar completamente

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Como a pandemia agrava o risco de invasões em terras indígenas

Crise de saúde pública virou oportunidade para grileiros, garimpeiros e madeireiros avançarem sobre áreas protegidas. Ações representam perigo à saúde dos povos tradicionais, que são mais vulneráveis à covid-19

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As queimadas na Amazônia explicadas em 10 pontos

O fogo nos ajudou a evoluir devido ao seu uso para o preparo da terra na agricultura e para cozinhar alimentos. Mas agora esse aliado parece estar fora de controle, trazendo consequências para a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos

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