A fragilidade da economia diante de uma nova recessão

Ao longo do mês de dezembro, o ‘Nexo’ destaca 20 características do nosso tempo que foram escancaradas no ano que se encerra. Neste capítulo, trata da lenta recuperação econômica interrompida pela crise sanitária

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    Em 2019, a economia mundial dava sinais de desaceleração. Mas os temores de uma recessão global se concretizaram em 2020 por um fator que não era previsto: a pandemia do novo coronavírus. Com a necessidade de restringir a circulação de pessoas para reduzir o contágio, vários países registraram grandes quedas na atividade.

    No Brasil, o cenário tinha um agravante: a economia ainda não havia se recuperado totalmente da recessão de 2014 a 2016. Entre 2017 e 2019, foram três anos de crescimento baixo, incapazes de compensar o recuo registrado em meados da década de 2010.

    A pandemia forçou o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, a abandonarem a agenda de redução de gastos defendida desde a campanha eleitoral de 2018. No início da crise, houve relutância em elevar as despesas – o foco das primeiras medidas foi aumentar a liquidez da economia. Mas o governo acabou cedendo diante dos impactos da nova crise, em especial com a exposição da vulnerabilidade do mercado de trabalho.

    No final de março, o Congresso Nacional articulou o auxílio emergencial de R$ 600, principal política pública de amparo à população atingida pela crise. Por conta do auxílio, milhões de brasileiros saíram temporariamente da pobreza. Ao garantir um certo nível de consumo, o benefício impediu que o impacto da pandemia sobre a economia fosse ainda maior. A popularidade de Bolsonaro também cresceu consideravelmente. O benefício teve seu valor mensal reduzido para R$ 300 em setembro – o governo considerou que manter o valor original seria muito pesado para os cofres públicos – e está marcado para se encerrar em 31 de dezembro de 2020.

    Abaixo, o Nexo lista cinco conteúdos publicados em 2020 que ajudam a revisitar e entender o assunto.

    A retomada da economia brasileira comparada às de crises anteriores

    A recuperação econômica da recessão de 2014 é a mais lenta da história do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Desde o começo da crise, a indústria é o setor mais afetado

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    Quais os efeitos do auxílio emergencial sobre renda e pobreza

    Dados mostram alcance do benefício na população em meio à pandemia. Políticos, economistas e organizações da sociedade civil se mobilizam por um programa de renda básica permanente no Brasil

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    Recessão: do conceito amplo aos efeitos sobre a população

    Termo se refere a períodos de retração da atividade e é uma quase constante no debate econômico brasileiro

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    A política de assistência social e o Programa Bolsa Família, em 9 pontos

    Programa gera impactos em diferentes dimensões da realidade social. Entenda o que pesquisas revelam sobre o tema

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    Flávia Oliveira: ‘O futuro está em disputa como nunca esteve’

    Para a jornalista Flávia Oliveira, os desafios enfrentados pelo Brasil durante a pandemia — além da crise sanitária, a economia frágil, a política instável e as vulnerabilidades sociais — põem o presente em revisão e dão espaço para transformações

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