As desigualdades na educação evidenciadas pelas escolas fechadas

Ao longo do mês de dezembro, o ‘Nexo’ destaca 20 características do nosso tempo que foram escancaradas em 2020. Neste capítulo, mostra os efeitos da pandemia no ensino e a fragilidade do Brasil na área

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    O risco de contágio do novo coronavírus fez governos fecharem escolas em todo o mundo. Cerca de 1,5 bilhão de estudantes de mais de 160 países foram afetados pela interrupção das aulas presenciais.

    A covid-19 chegou ao Brasil em fevereiro, e levou ao fechamento de escolas no mês seguinte. Cerca de 48 milhões de estudantes, 81% deles matriculados na rede pública, tiveram que ficar em casa. Enquanto alunos de escolas particulares continuaram a assistir a aulas de forma remota, a desigualdade de acesso à internet deixou grande parte dos estudantes do país sem conseguir acompanhar o conteúdo oferecido a distância.

    A suspensão das aulas tem impacto no aprendizado e, no caso de alunos mais pobres, até na alimentação a que têm acesso. Entre jovens, há o risco de a evasão escolar aumentar. A tendência é que a indefinição da retomada — que acontece de forma desigual entre as redes pública e privada, e em diferentes estados brasileiros — se estenda por 2021.

    Grupos de pais e médicos passaram a cobrar os governos pela volta das atividades presenciais, usando como exemplo a Europa, que manteve escolas abertas mesmo durante a segunda onda de covid-19. Muitos pesquisadores criticam a ideia. O Censo Escolar de 2018 mostrou que, de 182 mil escolas da educação básica no Brasil, 16% não têm banheiro dentro do prédio, 26% não contam com acesso à água encanada e 49% não estão ligadas à rede de esgoto, o que dificulta a adoção de medidas de prevenção ao vírus.

    Para tentar reduzir as desigualdades, o Congresso tornou permanente em agosto o Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica, elevando de 10% para 23% a contribuição da União. A medida foi considerada um passo inicial importante na melhora do ensino no país.

    Abaixo, o Nexo lista cinco conteúdos publicados em 2020 que ajudam a revisitar e entender o assunto.

    A percepção sobre a educação durante a pandemia

    Gráfico do ‘Nexo Políticas Públicas traz conjunto de estudos que mapeou as principais mudanças e os maiores obstáculos na educação brasileira durante a pandemia. Suporte ao ensino a distância foi maior na rede privada.

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    Do aluno ao epidemiologista: o que pensam sobre a volta às aulas

    O ‘Nexo’ reuniu depoimentos de membros da comunidade escolar sobre os medos e as dúvidas que movem o debate sobre o retorno das atividades presenciais no Brasil.

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    O Fundeb foi promulgado pelo Congresso. O que vem agora

    Para especialistas ouvidos pelo ‘Nexo’, a aprovação do mecanismo de financiamento da educação básica em caráter permanente trará melhorias para a educação do país, mas não resolve todos os problemas.

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    Qual o perfil dos gestores de educação no Brasil

    Segundo o IBGE, mulheres ocupam 70% dos cargos e quase metade dos profissionais tem formação em pedagogia.

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    Que sala de aula cabe em uma tela?

    De repente, a escola física evaporou e a tecnologia, que deveria ser evitada por crianças e adolescentes, torna-se o único elo possível entre alunos e professores. Há dificuldades, mas há aprendizados maiores que o curricular, mostra reportagem da 'Gama'.

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