A precariedade do mercado de trabalho cada vez mais exposta

Ao longo do mês de dezembro, o ‘Nexo’ destaca 20 características do nosso tempo que foram escancaradas no ano que se encerra. Neste capítulo, mostra como a pandemia expôs a fragilidade dos empregos informais

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    O aumento da informalidade do trabalho é um fenômeno antigo no Brasil e crescente em vários países, ilustrado pelo avanço do mercado de aplicativos de transporte e entrega. Em 2020, a pandemia do novo coronavírus agravou a situação. Com menos pessoas e dinheiro circulando pelas ruas, muitas empresas fecharam as portas ou demitiram funcionários, formais e informais. Considerados essenciais na pandemia, trabalhadores de apps chegaram a fazer greve no Brasil por melhores condições de trabalho.

    De empregados sem registro na carteira a pessoas que trabalham por conta própria sem CNPJ, o trabalho informal já estava em alta no Brasil antes da pandemia. Após a recessão de 2014 a 2016 – da qual o país ainda não havia se recuperado antes da crise sanitária –, a criação de empregos se deu majoritariamente pela via da informalidade. Ao final de 2019, 40% dos empregos do país – mais de 38 milhões de pessoas – eram informais. Desses, quase metade trabalhava por conta própria.

    A pandemia escancarou a vulnerabilidade do trabalho informal e a fragilidade do mercado de trabalho. Nos primeiros seis meses de crise sanitária, 12 milhões de brasileiros perderam o emprego. Entre eles, seis a cada dez eram trabalhadores informais. A desigualdade de renda do trabalho no Brasil cresceu a níveis historicamente altos em 2020.

    O auxílio emergencial do governo amparou muitas dessas pessoas na pandemia e ajudou a conter, em parte, uma taxa de desocupação que terminou o ano batendo recorde. Com o fim do pagamento do benefício em 2021, a tendência é que o desemprego dê um salto.

    Abaixo, o Nexo lista cinco conteúdos publicados em 2020 que ajudam a revisitar e entender o assunto.

    Empregos informais: os mais vulneráveis à crise da pandemia

    Trabalhadores sem carteira assinada respondem por 40% do mercado. Após críticas ao primeiro pacote apresentado pelo ministro Paulo Guedes, governo anuncia medidas diretas para essa parcela da população

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    Como ler os dados do desemprego na pandemia

    Taxa de desocupação não conta a história da crise do mercado de trabalho. Entre março e maio, 7,8 milhões de pessoas perderam seus trabalhos

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    O aumento na desigualdade de renda do trabalho na pandemia

    Números do FGV Social mostram queda da renda do trabalho no Brasil. Parcelas mais pobres da população foram as mais afetadas

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    ‘Toda nova forma de dominação traz novas formas de resistência’

    Entregadores de app anunciam paralisação de atividades por um dia em meio à pandemia. O ‘Nexo’ conversou com a socióloga Ludmila Costhek Abilio sobre o fenômeno da uberização no Brasil e o perfil dos trabalhadores

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    O que você quer ser quando crescer?

    Entre sucessivas crises econômicas e ameaças de automação, as novas gerações terão que lidar com cenários pouco otimistas e talvez repensar seus trabalhos dos sonhos

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