Se a cidade fosse minha: o direito à mobilidade à noite
Foto: Nacho Doce/Reuters

Se a cidade fosse minha: o direito à mobilidade à noite

Apesar da demanda, as cidades brasileiras são pouco preparadas para atender aos cidadãos que precisam se transportar no período noturno

    Mais de 13 milhões de pessoas trabalham no período noturno, de acordo com o IBGE. Segundo os dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2016, cerca de 1,8 milhão de alunos matriculados no ensino médio estudavam à noite. O Censo da Educação Superior 2018 mostra que os cursos noturnos de graduação presencial nas universidades brasileiras possuem mais estudantes matriculados do que nos cursos diurnos. A ocupação do espaço urbano à noite demanda novas maneiras de pensar a mobilidade, mas as cidades brasileiras ainda não estão preparadas para essa realidade.

    Florianópolis é um dos municípios brasileiros com horários limitados do transporte público. Os ônibus param de circular em média à 0h e retornam às 6h. Em São Paulo, algumas linhas de ônibus funcionam durante toda madrugada, mas o metrô, que é um dos principais meios de transportes da cidade, não funciona 24 horas por dia. Salvador passou a ter uma rede noturna de ônibus em 2015, mas as linhas não atendem toda a cidade.

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