No país do futebol, as mulheres jogam com menos: falta salário, público e estrutura

No país do futebol, as mulheres jogam com menos: falta salário, público e estrutura

O Brasil tem jogadoras talentosas, mas o cenário do futebol feminino é muito diferente do masculino. As atletas sofrem com baixos salários, desinteresse de marcas em investir na modalidade, nenhuma estrutura das equipes de base e falta de profissionalização da categoria

    O movimento do apito do árbitro principal aconteceu pontualmente às 16 horas, indicando o início da partida e do campeonato, em Salvador, no Estádio Manoel Barradas. De um lado do campo, o atual campeão do Brasileirão de 2016, o Flamengo. Do outro, o time da casa, o Vitória. O jogo, que só contou com gols no segundo tempo, teve cinco cartões amarelos e seis substituições, nada fora do comum. O time rubro-negro, mesmo com a clara superioridade técnica, só firmou o favoritismo sobre o Vitória no segundo tempo. Fim da partida, Flamengo 3, Vitória 0. Com a vitória, as jogadoras da equipe carioca comemoraram os três primeiros pontos na tabela na primeira rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, iniciada em 11 de março de 2017.

    Na descrição, jogos masculinos e femininos se parecem bastante. A realidade, porém, é mais complexa e revela um cenário com disparidades não só dos baixos salários das atletas em relação aos jogadores homens, mas do interesse de marcas em investir na modalidade. Somam-se a isso a falta de estrutura das equipes de base e de profissionalização da categoria.

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