O espaço público no século 21: o que querem ativistas e urbanistas
Foto: Marcos Brindicci/Reuters

O espaço público no século 21: o que querem ativistas e urbanistas

A pauta do direito à cidade é cada vez mais presente nas disputas urbanas; ONU incluiu tema em documento oficial

Karachi, Paquistão

Na maior cidade do Paquistão, com população de cerca de 16 milhões de habitantes, a violência faz parte do cotidiano dos moradores. Ela geralmente acontece sob a forma de roubos e assaltos, mas também não é anormal que venha de ações terroristas ou atentados políticos. Para o grupo ativista I Am Karachi (Eu sou Karachi), os muros da cidade se tornaram parte do problema, pois são com frequência usados para mensagens de ódio e slogans políticos.

Para os ativistas, o clima de medo gerado pelas diversas expressões da violência inibe o uso dos espaços públicos, fomenta intolerância e polarização e prejudica “o tecido cultural e a coesão social”. O grupo procura reativar áreas públicas da cidade através da promoção de atividades sociais e culturais  Entre elas, está o projeto “Walls of Peace”, em que o grupo substitui o conteúdo agressivo de 100 muros por mensagens de “paz, tolerância e diversidade”. A ideia é contribuir para a criação de “espaços públicos renovados e seguros”.

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