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Profissão

‘Me motiva construir dispositivos para o dia a dia das pessoas’

Físico e cantor, Thoroh de Souza criou um centro de pesquisas para desenvolver tecnologias usando grafeno, o material do futuro

Mais forte que o aço, mais transparente que o vidro, mais flexível que o plástico, melhor condutor que o cobre, mais fino e impermeável que qualquer coisa conhecida sobre a Terra. A descrição das características do grafeno, que vem sendo celebrado como um dos mais revolucionários materiais do futuro, lembra conversa de seriado de super-herói. Graças a elas, há cientistas pelo mundo sonhando com uma infinitude de aplicações tecnológicas, que vão transformar qualquer coisa em eletrônico e possibilitar a existência de traquitanas como um celular que você pode dobrar e enfiar no bolso. Ou jogar no chão. Ou pular na piscina com ele.

O mundo inteiro está competindo na corrida para desenvolver produtos com esse material-maravilha. E o Brasil está na corrida, graças a uma iniciativa que foi liderada pelo físico Eunézio Antonio de Souza, mais conhecido como Thoroh, um pesquisador com uma biografia quase tão surpreendente quanto a lista de atributos do grafeno.

Ele comandou o time que criou o Mackgraphe, um centro privado de pesquisa básica e desenvolvimento tecnológico, especializado em grafeno e localizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Fui encontrá-lo em sua pequena sala, no meio do centro de pesquisas de 4 mil metros quadrados, espalhado por um prédio próprio de oito andares. Thoroh me recebeu com um vozeirão de trovão — além de físico, ele é cantor lírico, um baixo dotado de voz natural, tão acostumado às bancadas de pesquisa quanto às salas de ópera. Ex-pesquisador do Bell Labs, o mítico instituto de pesquisa criado pelo inventor do telefone, ex-aluno do cantor da Metropolitan Opera de Nova York, dá para dizer que Thoroh chegou longe, especialmente para um menino negro nascido numa cidadezinha do interior de Minas.

 

Cientistas do Brasil

Quem: Thoroh de Souza, 56 anosO quê: físico aplicado, especialista em fotônica (o estudo da transmissão da luz), hoje dedicado ao grafenoOnde: no Mackgraphe, o principal centro de pesquisas sobre grafeno no Brasil, localizado na Universidade MackenzieComo: criando lasers emitidos através de cristais de grafeno, e cantando ópera nas horas vagas

 

Esta entrevista é a quarta da série “Cientistas do Brasil que você precisa conhecer, ontem e hoje”, do Nexo. O projeto tem duas frentes: uma delas traz 12 vídeos com a minibiografia de pesquisadores que marcaram a história. A outra traz 12 entrevistas em texto na seção “Profissões” – conversas conduzidas pelo jornalista Denis Burgierman, com cientistas brasileiros em atuação hoje no mundo. São pesquisadores de áreas como ciências da vida, geociências, física, química, ciência da computação e matemática, que vêm tendo o reconhecimento de seus pares e trabalham em linhas de atuação promissoras. O projeto tem o apoio do Instituto Serrapilheira.

A primeira pergunta não muda, é sempre esta:

O que você está tentando descobrir?

Thoroh de Souza Eu sou um cientista aplicado. Sempre fui curioso de entender como as coisas funcionam para depois converter esse conhecimento em algo palpável. Adoro ciência básica, mas o que me motiva mesmo é construir dispositivos que entrem no dia a dia das pessoas.

E foi essa motivação que levou você a pesquisar o grafeno?

Thoroh de Souza Foi. O grafeno é novo na minha vida, tem sete anos. Tínhamos um grupo de especialistas em fotônica [estudo da emissão e da transmissão da luz] e chegamos a uma bifurcação — um momento de decidir para onde iríamos. Fiz uma lista das dez tecnologias que poderíamos explorar, com esse critério: qual teria mais aplicações na vida cotidiana. Assim escolhemos o grafeno, porque era a que permitia o maior leque de atuação. Escrevemos esse projeto, com a parceria do Antonio Helio de Castro Neto, que é o diretor do centro de grafeno de Cingapura, para construir este centro aqui.

E por que o grafeno é tão promissor? Aliás, o que é grafeno?

Thoroh de Souza Grafeno é um cristal. Isso quer dizer que é um material que tem uma ordem estrutural repetitiva. Quando se fala em cristal, você imagina um objeto como um diamante, que tem volume, que tem três dimensões. O grafeno é um cristal diferente: ele é bidimensional, existe no plano [ele é formado de uma malha de hexágonos, cada um formado por seis átomos de carbono]. É uma folha.

Uma folha da espessura de um átomo?

Thoroh de Souza Sim, da espessura de um átomo. Ele é a mãe do grafite, que é um mineral muito presente na sociedade — toda criança usa lápis. O grafite nada mais é do que o empilhamento desses cristais bidimensionais, que são o grafeno. É como se [o grafite] fosse um maço de baralho e cada carta fosse uma folha de grafeno. O lápis escreve porque vai deixando essas folhas no papel — essas cartas de baralho.

O grafeno então já é conhecido há muito tempo?

Thoroh de Souza Não. O grafite era conhecido — o lápis foi inventado no século 16. O grafeno não. A grande contribuição dos professores André Geim e Konstantin Novoselov [os russos que ganharam o Nobel de Física em 2010] foi isolar uma única folha — assim descobriram o grafeno. Em 2004, eles pegaram um cristal de grafite e foram esfoliando o minério, mecanicamente, com a mão e com durex, até que sobrou uma única folha, que tinha que ser observada no microscópio.

Com a mão e com durex?

Thoroh de Souza É, é a coisa mais simples do mundo. Qualquer criança faz. Difícil é medir e extraí-lo de lá. Quando eles isolaram o material, começaram a estudá-lo. E aí vieram as coisas realmente surpreendentes. Para começar, é o material mais fino de que se tem notícia na natureza — 1 milhão de vezes mais fino que um fio do seu cabelo. É mais transparente que uma janela de vidro, 200 vezes mais forte que o aço e, apesar de ser forte, é flexível. Conduz eletricidade melhor que o cobre, e conduz calor bem também. Como os átomos de carbono são densamente arranjados numa estrutura cristalina, ele é praticamente impermeável. Enfim, é um material superlativo, com aplicações em dezenas de setores industriais.

Por exemplo?

Thoroh de Souza Por ser tão forte, posso misturar com plástico, borracha, cimento, para deixá-los mais resistentes. Como é impermeável, posso colocá-lo numa tinta para torná-la anticorrosiva. Ou fazer uma tinta ou uma borracha ser condutora. Graças à a excelente condutividade térmica, dá para fazer uma pasta que extraia o calor de um processador. Essas aplicações todas são o que se chama de inovações aditivas — que melhoram linearmente uma propriedade. Mas o que faz brilhar os olhos é a possibilidade de juntar duas ou mais propriedades para conseguir inovações disruptivas. Por exemplo, ele é tão flexível quanto o plástico, e ao mesmo tempo bom condutor de eletricidade como o ITO [óxido de índio-estanho], o composto que recobre a tela do celular e permite que o touch screen funcione. Então torna-se possível pensar numa eletrônica flexível — por exemplo, um celular completamente dobrável que não quebra com um tombo. Aí será uma revolução.

Quero entender o caminho que você trilhou antes dessa revolução. De onde é que você vem?

Thoroh de Souza Sou mineiro, uai. Eu sou de uma cidade chamada Bom Jesus do Galho, que é, parafraseando Guimarães Rosa, “só quase lugar, mas tão de repente bonito”, na Zona da Mata, Vale do Rio Doce. Vivi lá até o início da adolescência, mudei para Volta Redonda [RJ] e depois fiz escola técnica em Ouro Preto, em metalurgia. A gente morava em Volta Redonda porque eu tenho um tio empresário que trabalhava com construção refratária [resistente a altas temperaturas]. O plano da família era eu estudar metalurgia para voltar e trabalhar na empresa do meu tio. Eu formei como o segundo melhor aluno da escola, só que teve uma crise econômica naquela época [anos 1980], minha família quebrou e eu não consegui estágio. Tudo era por indicação e eu não tinha quem me indicasse.

Não tinha racismo nessa equação também?

Thoroh de Souza Eles nem me viam, eu nem conseguia ser entrevistado. Só me sobrou fazer vestibular. Peguei um montão de apostilas do Objetivo emprestadas com colegas, estudei sozinho por um mês e meio e passei no vestibular, em Engenharia Metalúrgica, mas larguei logo por causa da Física, graças a uma disciplina da engenharia chamada Metalurgia Física, que me fez ver que aquilo era meu negócio.

E como era isso de fazer faculdade na sua família? Você foi o primeiro?

Thoroh de Souza Meu tio e minha tia já tinham feito. Meu tio era matemático e foi um grande farol na minha vida. Meu pai era ferroviário, trabalhava como mestre de linha — cuidava da estrada de ferro Leopoldina, de Caratinga a Ponte Nova [um trecho de 180 quilômetros]. Minha mãe era dona de casa, costureira, e o cérebro da família. Meu pai infelizmente não a deixou continuar a estudar, essas coisas do interior de Minas, mas ela olhava o mundo de uma maneira diferente. E a principal coisa que ela me ensinou é que eu podia fazer o que eu quisesse.

E você foi estudar Física onde?

Thoroh de Souza Na Universidade Federal de Viçosa. Só que o curso era muito fraco. Tudo o que ensinavam eu já sabia.

Já sabia por causa da escola técnica?

Thoroh de Souza Sim. Mamma mia, era incrível a escola. Sem falar que foi ali que descobri a música, no coral da escola técnica. Fui descoberto em Ouro Preto por um grande cantor brasileiro chamado Amin Feres [1934-2006], meu mestre. Eu estava tomando banho na república onde eu morava, ele passou na rua em frente e me ouviu cantar Nelson Gonçalves, com minha voz grave. Entrou na casa, falou com meus amigos, começou a bater na porta do banheiro. Fiquei xingando, achando que era alguém da república. Abri a porta e encontrei um dos grandes cantores líricos do Brasil, que insistiu para que eu fosse ao coral. Lá, encontrei meu mundo. Minha voz era muito grave e isso era um problema para cantar música brasileira. De repente, descubro um monte de música feita para mim — escrita só para a minha voz. Cheguei e imediatamente eu era solista. Eu tenho uma coisa chamada voz natural: um dom de Deus. E foi a música que me salvou. Nos momentos difíceis da carreira científica, eu regia coral, cantava e ganhava dinheiro para me sustentar.

Você já era o Thoroh, né? Tem a ver com sua voz esse apelido?

Thoroh de Souza Tem a ver com o fato de que eu era forte quando pequeno, então sempre fui o Toró. Foi o Amin que me disse que eu precisava de um nome artístico, e eu disse que podia ser Toró mesmo. Ele falou que Toró não dava, talvez colocando um “h”… O outro “h” eu coloquei uns anos depois, já na universidade, por causa da mecânica quântica — é o símbolo da Constante de Planck [o quantum de ação eletromagnética, que relaciona a energia de um fóton à sua frequência]. Então meu nome passou a ser Thoroh de Souza, que é uma mistura de Física e Música. Dois anos depois de começar a estudar canto, ganhei uma bolsa para seguir os estudos na Alemanha, e tive que escolher. Escolhi a Física: não fui.

Por quê?

Thoroh de Souza Acho que eu não conseguia enxergar a possibilidade de ser um artista, de viver de arte. Fui seguindo minha vida com essas duas carreiras em paralelo, escondendo de quem me conhecesse como físico que eu era um cantor e vice-versa.

Aí você decidiu ser físico, mas não gostou do curso, né?

Thoroh de Souza É. Fiquei dois anos em Viçosa. Aprendi a estudar sozinho, então sabia mais que os professores — aprendia antes. Um deles sugeriu: “vai embora daqui”. E deu a dica da USP de São Carlos. Juntei dinheiro criando um coral numa cidadezinha do interior, Inhapim, e consegui fazer a transferência. Em São Carlos, terminei a Física, dei aula de técnica vocal, montei o Coral da USP e o da Lápis Faber-Castell [tradicional empresa alemã que tem filial em São Carlos]. Na minha formatura na USP o meu coral cantou a Missa da Coroação de Mozart, comigo regendo.

Coral da Faber Castell? Sua ligação com o grafite é mais antiga, então…

Thoroh de Souza [Risos] Nada a ver uma coisa com a outra. Bom, formei na USP, resolvi ir a Campinas, porque naquela época eu já fazia aula de canto lá, com a Nisa de Castro Tank, minha segunda mãe artística, a maior cantora de ópera da história deste país. Por causa dela, fui para a Unicamp. Tinha o departamento de Física e o de Música lá — eu fugia de um para ir ao outro. Assim comecei meu mestrado, que acabou convertido em doutorado.

Por que foi convertido?

Thoroh de Souza Apareceu um professor alemão, que viu meu laboratório e me convidou para ir para Berlim. Para que eu não fosse, meu orientador fez uma oferta irrecusável: converter para doutorado e em seguida ir fazer pós-doc no Bell Labs, onde ele tinha conexões. O Bell Labs é o maior laboratório da história da humanidade [criado em New Jersey em 1880 por Alexander Graham Bell, com o dinheiro de um prêmio pela invenção do telefone, esse instituto privado fez descobertas que lhe valeram nove prêmios Nobel e é creditado por inventar o transistor, o laser e o celular]. Este centro aqui é inspirado no Bell Labs.

E o que você estudou no doutorado, e depois no pós-doutorado?

Thoroh de Souza Meu doutorado foi em fibras óticas — fui o primeiro PhD em fibras óticas no Brasil. Eu fazia laser para comunicações ópticas. Aí fui para o Bell para o pós-doc. Cheguei num sábado, no domingo o cara que ia ser meu chefe me levou para conhecer o laboratório. Ele perguntou: “você quer mexer no laser?”. Eu fui... [enquanto falava, as mãos de Thoroh iam fazendo ajustes em botões imaginários no ar]. Quando ele viu… Em meia hora de trabalho eu tinha melhorado num fator de cinco vezes o que ele estava querendo fazer fazia semanas [risos]. Lá convivi com os gênios em cujos artigos eu tinha aprendido tudo. E o capiau da roça no meio desses caras [risos].

E, enquanto isso, você cantava?

Thoroh de Souza Cantava [e abre um sorriso]. Eu tive aula com o Jerome Hines, o maior baixo que havia nos Estados Unidos, cantor da Metropolitan [Opera]. Ficamos amigos, as aulas eram na sua casa, a gente falava muito sobre música, e também sobre ciência — ele era químico. Infelizmente, meu visto era de um tipo que permitia atividade profissional só para quem solicitou — no caso, o Bell Labs. O Hines tentou me convencer a fazer audição para a Metropolitan. Ele me disse: “você tem que escolher, ou você é físico, ou é músico”, sabe como são os Estados Unidos. Você não pode cantar de graça e eu não podia receber. Então foi um período difícil. Eu poderia ter ficado lá — tinha ofertas de emprego como físico e como músico. Mas preferi, como diz meu colega de pós-doc Antonio Hélio, que hoje dirige o Centro de Grafeno de Cingapura, “me f... como cientista no Brasil”.

Por que você quis voltar?

Thoroh de Souza Primeiro porque tenho essa idiotice de ser nacionalista. E pesou a dificuldade de conciliar as duas carreiras. Voltei com uma promessa de contratação na Unicamp, aí não deu certo, e fiquei um ano desempregado. Quase enlouqueço. Eu estava voltando para os EUA quando apareceu uma vaga de concurso para a UnB. Depois recebi um convite ótimo para ir para a Universidade de Rochester, e estava prestes a aceitar. Minha esposa é cantora de ópera [a soprano Elizabeth Ratzersdorf] e tinha feito um concurso para cantar no Theatro Municipal de São Paulo — 100 candidatos, duas vagas. Passou. Um dia estávamos na estrada voltando de Campos de Jordão, eu disse “estou indo porque você quer”, e ela: “não, eu estou indo porque é importante para você”. Parei no acostamento. Descobrimos que nenhum de nós queria ir. Não tem ópera em Rochester. Vim procurar um emprego em São Paulo, escolhi o Mackenzie.

Naquela época, mal se fazia pesquisa aqui, certo?

Thoroh de Souza Havia só algumas ilhas. Quando cheguei, em 2003, não tinha nada da minha área aqui, me deram uma baia. Aí conseguimos construir um grupo de pesquisa forte, em fibras ópticas, o Grupo de Fotônica, que desenvolveu vários projetos grandes. Fomos para a Copa da África do Sul apresentar um projeto imenso para transmitir a Copa de 2014 para os cinco continentes, em 4K 3D. Mas houve sabotagem, o projeto não se concretizou, ficou só a assinatura do ministro, o dinheiro nunca saiu de Brasília.

Essa então é a tal bifurcação a que o grupo chegou, que levou você a fazer aquela lista das dez tecnologias com potencial?

Thoroh de Souza Sim. O Antonio Hélio, lá em Cingapura, tinha me dito que o grafeno estava bombando, mas que o pessoal de fotônica envolvido ainda era fraco, diante do potencial do material como condutor.

E você continua cantando?

Thoroh de Souza Nos últimos anos, cantei pouco, por causa do centro. Trabalhei feito um cavalo, e isso custou à arte. Há quanto tempo não uso minha casaca...

Qual é o melhor aspecto e qual é a maior dificuldade da profissão?

Thoroh de Souza O melhor aspecto é perder o medo do desconhecido. O grande desafio é que no Brasil a ciência é incompreendida. Estamos vendo neste momento a interferência governamental violando os princípios da ciência [referência aos ataques do governo federal ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, para evitar a divulgação de dados sobre desmatamento, que resultou na demissão de seu presidente, o reconhecido físico Ricardo Galvão]. Você tem o direito e o dever de discordar dos dados, desde que apresente argumentos, e dados melhores.

Pode dar um conselho para quem quer seguir esse caminho?

Thoroh de Souza Não pode desistir porque as coisas dão errado. Siga acreditando, porque a ciência abre portas. Abriu muitas para mim. Eu já estive em todos os lugares do mundo, conheço pelo menos sete prêmios Nobel. E vim de uma cidade bem pequenininha do interior de Minas. Então, como dizia meu professor de canto, o Hines, “if I can do it, you can do it”. Sou muito grato à ciência e à arte. E agora sou também um empresário. Estou começando uma empresa chamada Dream Tech.

O que é a Dream Tech?

Thoroh de Souza É uma empresa para materializar sonhos. Estamos falando de nanotecnologia, como o grafeno, para de fato melhorar a vida das pessoas. Vai parecer um sonho…

Pode dar um relance desse sonho?

Thoroh de Souza [Risos] Eu não deixei de ser mineiro, tá bom? E, lá em Minas Gerais, a gente só conta o ovo depois de a galinha ter botado.

 

ESTAVA ERRADO: Na primeira versão desta entrevista, o sobrenome de Nisa de Castro Tank estava grafado errado. A informação foi corrigida às 16h12 de 26 de agosto de 2019.

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