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Profissão

Como me tornei fisioterapeuta. E a vida entre consultas

‘Reabilitar o paciente, fazer com que ele volte a suas funções, é meu maior objetivo e o melhor aspecto da minha profissão’

A fisioterapeuta Fabiana Oliveira é especializada em disfunções temporomandibulares, que estão relacionadas à estrutura que liga a mandíbula aos ossos do crânio e do maxilar.

Seu trabalho envolve acompanhar pacientes antes, durante e depois de cirurgias faciais, auxiliando na recuperação de funções como a mastigação e a deglutição.

O interesse pela fisioterapia surgiu ainda na época da escola, quando jogava vôlei. Por meio do esporte, se aproximou da reabilitação de atletas, e começou a carreira trabalhando em clínicas esportivas e de ortopedia.

Hoje, ela tem uma clínica de fisioterapia e também ministra cursos de capacitação de profissionais da área.

Nesta entrevista, Fabiana fala sobre o caminho profissional, o diálogo com colegas de outras áreas e as expectativas que nutria no início da carreira. Ela também dá dicas para quem quer trabalhar como fisioterapeuta.

Como você chegou a essa carreira? O que te motiva? Por que você a escolheu?

Fabiana Oliveira Eu era atleta de vôlei durante a época do colégio e durante essa fase da vida já prestava atenção no trabalho dos fisioterapeutas e da importância dessa profissão para a reabilitação das pessoas. Decidi então cursar fisioterapia em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo. Apesar das dificuldades de viver sozinha em outra cidade (sou do ABC Paulista), tive todo o apoio da minha família para estudar e seguir meu sonho.

Comecei minha carreira de fisioterapeuta trabalhando em clínicas esportivas e de ortopedia e em times de base. Fui me apaixonando cada vez mais e, um ano depois de formada, fiz minha primeira especialização em disfunções musculoesqueléticas. Na época da faculdade, eu ouvi falar muito pouco em DTM (disfunções temporomandibulares), mas depois de começar a trabalhar vi a necessidade de buscar cursos na área para um melhor atendimento. Ao mesmo tempo, percebi a possibilidade de me diferenciar no segmento.

Meu trabalho, de modo geral, é reabilitar e devolver a função total ou parcial daquilo que foi comprometido. Fazer isso é algo que, para mim, não tem preço. Recuperar os movimentos de uma pessoa que chega na clínica na cadeira de rodas e fazer ela andar, melhorar a qualidade de vida de um paciente acamado, tirar a dor e o desconforto de quem não consegue abrir a boca, mastigar ou falar é algo que faz meu coração se encher de orgulho da minha profissão.

Como sua formação está presente no trabalho que você faz hoje?

Fabiana Oliveira Hoje, minha formação vem muito de encontro com o que eu faço. Principalmente minhas especializações, uma delas é em disfunção musculoesquelética em ortopedia e a outra em DTM e dor orofacial. Ambas têm relação total com o trabalho que desenvolvo hoje nos tratamentos de disfunção temporomandibular, dor orofacial e fisioterapia no pré e pós-cirúrgico. 

O que mudou entre a sua expectativa e a realidade?

Fabiana Oliveira Ao entrar na faculdade, minha expectativa era trabalhar com o segmento esportivo. Mas depois de iniciar minha experiência no ramo, percebi que me especializar numa área pouco explorada era a oportunidade para me destacar como fisioterapeuta. Hoje tenho reconhecimento como uma profissional de destaque no mercado. Dez anos atrás eu jamais imaginaria que chegaria a ocupar o lugar onde estou hoje.

Qual a maior dificuldade da profissão que você escolheu? E qual o melhor aspecto?

Fabiana Oliveira No início da minha carreira, minha maior dificuldade foi conseguir indicações de médicos de outras especialidades para o tratamento de fisioterapia no pré e pós operatório. Mas consegui superar essa barreira divulgando o meu trabalho e mostrando a qualidade e o resultado que o tratamento proporciona.  Um dos aspectos bons nessa área é ter relação com diversos outros profissionais, como bucomaxilos, craniomaxilos, fonoaudiólogos, psicológos. Essa interação é muito boa. Mas, acima de tudo, é reabilitar o paciente, fazer com que ele volte a suas funções, esse é meu maior objetivo e o melhor aspecto da minha profissão.

O que você diria para alguém que está pensando em trabalhar como fisioterapeuta?

 Fabiana Oliveira Minha dica para quem quer trabalhar com fisioterapia é que você estude, não fique na zona de conforto, procure sempre se atualizar com novas técnicas e cursos. Se diferenciar no mercado de trabalho vai resultar no seu crescimento profissional. Nesse meio, a gente precisa ter coragem e competência para fazer diferente e se destacar com um bom trabalho.

 

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