Fiesp: do pato contra Dilma ao vacilo diante de Bolsonaro

Entidade industrial que deixou manifesto pela ‘harmonia entre Poderes’ para depois de 7 de setembro foi figura central na mobilização pelo impeachment em 2016

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    A conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff por manobras fiscais completou cinco anos nesta terça-feria (31). A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com seus patos infláveis, foi um dos principais apoiadores das manifestações que levaram à queda da petista em 2016. Agora, em agosto de 2021, diante de ameaças à democracia feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, a entidade empresarial articulou um manifesto pedindo “harmonia” entre os Poderes da República, mas acabou recuando e só deve divulgar a carta pública depois de 7 de setembro, data para a qual estão marcados atos de apoio ao governo. O “Durma com essa” resgata o papel da Fiesp no governo Dilma, mostra as conexões políticas do presidente da entidade, Paulo Skaf, e explica o imbróglio do manifesto de empresários e banqueiros, num episódio que inclui pressões de auxiliares e aliados de Bolsonaro. O programa traz ainda a redatora Isabela Cruz falando sobre a retomada do julgamento do marco temporal no Supremo e o repórter especial João Paulo Charleaux comentando a retirada do último soldado americano do Afeganistão.

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    Colaborou Roberto Soares

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