Como governo e Supremo agem para mudar os acordos de leniência

Documento assinado pelo presidente do tribunal, Dias Toffoli, e ministros da gestão Bolsonaro tira Ministério Público da condução das negociações. O procurador-geral da República, Augusto Aras, não endossou as novas regras

    O presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e os titulares da Controladoria-Geral da União, da Advocacia-Geral da União e da Justiça assinaram nesta quinta-feira (6) um documento para regulamentar a articulação de acordos de leniência. As novas regras excluem o Ministério Público das negociações entre empresas e o poder público. Análogos às delações premiadas, os acordos de leniência são instrumentos por meio dos quais pessoas jurídicas confessam seus crimes e ressarcem o erário para escapar de punições. O “Durma com essa” explica o que ficou pactuado entre Supremo e governo federal, sem a anuência do procurador-geral da República, Augusto Aras. O programa traz ainda o redator Marcelo Roubicek comentando os dados de desemprego do segundo trimestre e o repórter especial João Paulo Charleaux falando da receita do Quênia para o impasse do calendário escolar na pandemia.

    Colaborou Laila Mouallem

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