Como começar a ver cinema sul-coreano

‘Parasita’ vem colecionando prêmios, batendo recordes de bilheteria e trazendo visibilidade ao cinema sul-coreano. Neste episódio do ‘Como Começar’, críticos ajudam a entender a filmografia do país

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Produção sul-coreana do cineasta Bong Joon-ho, “Parasita” foi escolhido como o Melhor Filme do Oscar 2020. É a primeira vez que um filme falado em idioma não-inglês levou o prêmio. O longa também ganhou como Melhor Filme Internacional, Melhor Roteiro Original e Melhor Direção.

A produção já havia levado a Palma de Ouro no festival de Cannes de 2019 e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 2020, além de contabilizar mais de 100 outros prêmios ao redor do mundo.

Não é um fenômeno espontâneo: Bong Joon-ho, diretor do filme, é de uma geração de cineastas que vem se destacando em festivais internacionais há mais de uma década. Park Chan-wook, Kim Ki-duk, Lee Chang-dong e Hong Sang-soo são apenas alguns deles.

Atentos à visibilidade que a cultura pode trazer ao país, também evidente na força do k-pop, desde a década de 1990 o governo sul-coreano fomenta a produção artística e garante a exibição dos filmes em salas comerciais, consolidando assim uma indústria nacional que, agora mais do que nunca, consegue exportar seu produto.

Neste podcast, o Nexo ouviu Cássio Starling Carlos, crítico de cinema da Folha de S.Paulo, e Josmar Reyes, professor de realização audiovisual da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos - RS). Eles comentaram as características e leituras da filmografia sul-coreana.

Músicas do programa

  • The belt of faith – Jung Jae-il (trilha “Parasita”)
  • Cries and whispers – Jo Yeong-wook (trilha “Oldboy”)
  • The last waltz – Jo Yeong-wook (trilha “Oldboy”)
  • Jeongseon arirang – Kim Young-im (trilha “Primavera, Verão, Outono, Inverno… Primavera”)
  • Welcome to Jurassic Park – John Williams (trilha “Jurassic Park”)
  • Generique – Miles Davis (trilha “Em Chamas”)
  • Opening – Jung Jae-il (trilha “Parasita”)
  • Devil’s bossa – Mowg (trilha “Eu vi o diabo”)
  • Dream – Mowg (trilha “Em chamas”)
  • The footsteps of my dear love – Jo Yeoung-wook part. Gain, Minseo (trilha “A criada”)

Filmes citados

  • “The widow” (Park Nam-ok, 1955)
  • “A empregada” (Kim Ki-young, 1960)
  • “Three friends” (Yim Soon-rye, 1996)
  • “Peppermint candy” (Lee Chang-dong, 1999)
  • “Keeping the vision alive” (Yim Soon-rye, 2001)
  • “Oasis” (Lee Chang-dong, 2002)
  • “Mr. vingança” (Park Chan-wook, 2002)
  • “Oldboy” (Park Chan-wook, 2003)
  • “Primavera, verão, outono, inverno… primavera” (Kim Ki-duk, 2003)
  • “Lady vingança” (Park Chan-wook, 2004)
  • “A samaritana” (Kim Ki-duk, 2004)
  • “O hospedeiro” (Bong Joon-ho, 2007)
  • “Forever the moment” (Yim Soon-rye, 2008)
  • “Sede de sangue” (Park Chan-wook, 2009)
  • “Eu vi o diabo” (Kim Jee-woon, 2010)
  • “Poesia” (Lee Chang-dong, 2011)
  • “O expresso do amanhã” (Bong Joon-ho, 2013)
  • “Certo agora, errado antes” (Hong Sang-soo, 2015)
  • “O lamento” (Na Hong-jin, 2016)
  • “A criada” (Park Chan-wook, 2016)
  • “The truth beneath” (Lee Kyoung-mi, 2016)
  • “Na praia à noite sozinha” (Hong Sang-soo, 2017)
  • “Okja” (Bong Joon-ho, 2017)
  • “Em chamas” (Lee Chang-dong, 2018)
  • “Parasita” (Bong Joon-ho, 2019)

Textos citados

Edição de som de Laila Mouallem

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