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Por que não temos sobrenomes africanos ou indígenas?

Quase todos os sobrenomes da população brasileira são de origem europeia. O 'Nexo' conversou com dois especialistas para entender os motivos históricos por trás dessa realidade

Uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Aplicada) realizada em setembro de 2016 que analisou 46 milhões de nomes de trabalhadores do cadastro da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) descobriu que 87,5% dos cadastrados tinham nomes de origem ibérica (de Espanha ou Portugal).

Como se sabe, na população brasileira não existem apenas descendentes de europeus, mas também de ameríndios, os brasileiros que moravam aqui antes da chegada dos portugueses, e de africanos, que chegaram aos milhões no país ao longo de vários séculos como escravos.

Sendo assim, por que não temos também sobrenomes ameríndios ou africanos?

O podcast do Nexo conversou sobre o assunto com dois especialistas no tema: o historiador Rodrigo Bonciani, professor-adjunto da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), e a professora Lucybeth Arruda, professora de Antropologia da Universidade Federal do Oeste do Pará.

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