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Grafite, pixo e arte: tintas de cultura e subversão na cidade

Pixadores, grafiteiros e diretor do documentário ‘Cidade cinza’ opinam sobre a relação entre manifestações de arte urbana, sociedade e poder público

    A cidade de São Paulo é palco de um debate importante sobre manifestações culturais no espaço público. A atual gestão municipal de João Doria provocou polêmica ao executar um programa que pretende deixar a cidade mais bonita. Mas para isso resolveu, em uma importante avenida da cidade, cobrir pixações e grafites – que, segundo Doria, estavam danificados também por pixações – com tinta cinza.

    Afinal, se grafite e pixação são manifestações culturais, por que um é mais bem aceito que o outro? Mais que isso: grafite e pixação são coisas comparáveis nesse sentido? A questão se um ou o outro é arte importa ou não? Esse conflito que tem a cidade como palco pode acabar um dia ou trata-se de uma disputa permanente? Se a resposta é a última alternativa, então qual é a melhor forma de se lidar com o embate?

    Para discutir sobre essas e outras questões, o Nexo conversou com Guilherme Valiengo, um dos diretores do documentário “Cidade cinza” (2013) que entrevistou diversas pessoas do meio e acompanhou o trabalho dos grafiteiros Nunca e OsGêmeos na mesma avenida em São Paulo anos atrás, após terem tido seus grafites apagados.

    Além dele, participam deste podcast pessoas que estão no front do debate como o pixador Iaco Viana, o grafiteiro Marcus Vinícius, mais conhecido como “Enivo”; o grafiteiro veterano e curador da Bienal Internacional de ‘Graffiti Fine Art’, Binho Pinheiro; e ainda o pixador, grafiteiro e ativista Mauro Neri, membro do coletivo Imargem, conhecido pelo grafite “ver a cidade”. Confira:

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