Ja·ne·la

Há um verbo próprio para estar à janela: “janelar”. Quem fica à janela, janela. E no imaginário comum, é “ela”. O tema da mulher esperando na janela é tão recorrente que, na falta da mulher, tem até enfeite para substituí-la, a chamada boneca namoradeira, típica de Minas Gerais. O motivo já nos rendeu até prêmio no Grammy Latino, com “Esperando na janela”, de Targino Gondim, Manuca e Raimundinho do Acordeon. Chico Buarque também o visitou diversas vezes. Diante da janela de Maria está sambando Juca, diante da janela de Carolina passa o tempo. Tem ainda “Ela e sua janela”, espiando, esperando, querendo. E “Toda gente homenageia/ Januária na janela”.

Sofia Mariutti é poeta e tradutora. Trabalhou como editora na Companhia das Letras entre 2012 e 2016. Em 2017, lançou pela Patuá a reunião de poemas “A orca no avião”, seu primeiro livro. Mestranda em literatura alemã pela USP, trabalha em 2019 na tradução da biografia de Franz Kafka para a editora Todavia.

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