In·ter·va·lo

Pensemos então sobre intervalos. Eles são uma boa ocasião para o pensamento. Além da pausa, do recorte no tempo, do descanso que oferecem, eles nos mostram algo sobre como é pensar, sobre a língua com a qual pensamos.

A palavra começou no latim, “intervallum”, e servia, a princípio, para descrever o espaço entre as paredes ou muros de uma fortificação: era um termo do vocabulário militar. “Vallum” pode ser traçado de volta ao protoindo-europeu “*walso”, um “suporte”, um “pilar”. É de onde veio “wall”, “parede” e “muro” em inglês.

Mas olhando além dos muros, vemos que um “intervalo" pode ser muitas coisas. O dicionário lista dez opções:

PARA CONTINUAR LENDO,
TORNE-SE UM ASSINANTE

Tenha acesso ilimitado e apoie o jornalismo independente de qualidade

VOCÊ PODE CANCELAR QUANDO QUISER
SEM DIFICULDADES

Já é assinante, entre aqui

Sofia Nestrovski é mestre em teoria literária pela USP e colabora para revistas como Piauí, Quatro cinco um e Cult.

Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam as ideias ou opiniões do Nexo.

Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.