São Paulo é uma cidade que teve um crescimento vertiginoso nos últimos 150 anos, passando de pacato entreposto comercial à megalópole desordenada do 463º aniversário.

Mudanças radicais aconteceram em sua fisionomia. Bairros que há apenas cem anos eram compostos de pequenas chácaras rurais hoje apresentam uma paisagem lotada de prédios. Prédios de poucos andares deram lugar a edifícios muito mais altos. Quarteirões foram ao chão para dar passagem a novas avenidas. Rios foram enterrados ou retificados.

Olhar para fotos antigas é olhar para outra cidade, praticamente irreconhecível. No teste a seguir, apresentamos imagens da São Paulo de antigamente. Tente descobrir qual é o local da cidade que elas retratam.

Avenida que fica na região central de São Paulo. A tranquilidade da foto contrasta com seu intenso movimento atual.

Avenida Ipiranga

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Avenida Paulista

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Avenida Rio Branco

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Avenida Angélica

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Avenida Paulista, em foto de 1935. O trecho que aparece na foto fica entre a rua Augusta (na parte inferior da imagem) e a rua Minas Gerais. Do lado direito, a construção maior é o Colégio São Luiz, cuja capela é um dos poucos edifícios da imagem que sobrevivem hoje. Ao fundo está o bairro do Pacaembu, um loteamento recente ainda bastante desocupado e sem o estádio. A Paulista ainda era um arborizado bulevar ladeado por mansões habitadas pela elite da cidade. Seu primeiro prédio residencial só apareceria em 1941, o edifício Anchieta, entre a rua da Consolação e a avenida Angélica, que abriga o famoso bar Riviera.

Avenida do Centro da cidade ainda sem os inúmeros prédios que hoje ocupam seus dois lados.

Avenida São João

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Avenida Nove de Julho

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Avenida Ipiranga

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Rua da Consolação

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Avenida Ipiranga, no fim dos anos 50. A obra que aparece em destaque na imagem é do edifício Copan, que seria concluído apenas em 1966. Na época da foto ainda não existiam outros três prédios conhecidos deste trecho da avenida: o Edifício Itália; o prédio onde fica a agência Nova Central, do Bradesco; e o prédio cilíndrico onde funcionou por muitos anos o hotel Hilton.

Cortando o centro da imagem está uma importante via de ligação da zona sudoeste da cidade. Um trecho dela passa por cima do rio Pinheiros, ainda não retificado no tempo da foto.

Avenida Eusébio Matoso

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Avenida João Dias

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Avenida Morumbi

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Avenida Cidade Jardim

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Avenida Cidade Jardim, na década de 30. Do lado esquerdo da foto, mais habitado, é onde hoje ficam os bairros do Jardim Paulistano, Itaim Bibi e Vila Olímpia, nesse tempo constituídos principalmente de chácaras. A avenida Brigadeiro Faria Lima ainda não existia, em seu lugar estava a modesta rua Iguatemi. O lado direito, onde estão hoje Cidade Jardim e Morumbi, aparece como coberto por vegetação e desabitado.

O prédio que aparece no quadrante superior direito da foto é um importante hospital da cidade. Ao seu lado, corre uma conhecida avenida de acesso a bairros centrais.

Hospital Beneficência Portuguesa e avenida 23 de Maio

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Hospital das Clínicas e avenida Rebouças

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Hospital da Santa Casa e rua Amaral Gurgel

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Hospital Albert Einstein e avenida Giovanni Gronchi

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Hospital das Clínicas e avenida Rebouças, década de 50. No lado direito da foto, se vê o fim da avenida Doutor Arnaldo, no ponto em que desemboca no topo da Rebouças. A partir dali, as duas vias se transformam na rua da Consolação, que não aparece na imagem. Apesar da tranquilidade da foto, o entroncamento se tornaria em alguns anos um complicado nó no trânsito. Com intenção de melhorar o fluxo, foi inaugurado no início dos anos 70 o complexo de túneis e viadutos que hoje interliga as avenidas Doutor Arnaldo, Rebouças, Paulista e rua da Consolação. Seu nome oficial é Complexo Viário Paulo Roberto Fanganiello Melhem.

Importante bairro da zona leste da cidade em um tempo bem mais sossegado. Em destaque na foto, a igreja de sua praça central.

Penha

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Tatuapé

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Moóca

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Itaquera

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Penha, em 1908. Na imagem, aparece a praça Nossa Senhora da Penha, com a igreja Nossa Senhora da Penha de França em destaque. O bairro já ensaiava mudanças desde a construção das primeiras vilas operárias no fim do século 19. O distrito da Penha hoje abriga cerca de 117 mil habitantes.

A rua da imagem sai do miolo central de São Paulo em direção a um vale e um rio, hoje canalizado.

Ladeira Porto Geral

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Rua Riachuelo

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Rua General Carneiro

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Rua Santo Amaro

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Rua General Carneiro, em 1914. A rua nasce na praça Padre Manoel da Nóbrega (na época da foto, chamada de Largo do Tesouro), no centro velho de São Paulo, cruza as rua Boa Vista e rua 25 de Março e conclui seu trajeto no parque Dom Pedro II, onde passa o rio Tamanduateí. Na foto, aparece à direita o largo do Tesouro.

Visão privilegiada das obras de uma importante avenida do futuro.

Avenida Nove de Julho

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Avenida 23 de Maio

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Avenida Rangel Pestana

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Rua da Consolação

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Avenida Nove de Julho, na década de 30. A foto foi tirada do Viaduto do Chá e traz em primeiro plano o largo do Riachuelo, aniquilado pela avenida que percorre o Vale do Anhangabaú. Na parte esquerda da foto, do meio para cima, tem início o bairro da Bela Vista. A nova avenida foi construída em cima do córrego do Saracura. As obras começaram no fim dos anos 1920 e só terminaram em 1941. O nome homenageou a data do início da Revolução Constitucionalista de 1932.

Praça central de um bairro da zona sul da cidade. No tempo da foto, a região não pertencia ao município de São Paulo.

Largo do Socorro - Socorro

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Largo Senador Raul Cardoso - Vila Mariana

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Praça da Árvore - Saúde

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Largo 13 de Maio - Santo Amaro

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Largo 13 de Maio - Santo Amaro, no final da década de 1920. Na foto, pode se ver a parede lateral da Catedral de Santo Amaro, inaugurada em 1924. O largo foi batizado de Treze de Maio em 1888 por decisão da Câmara local em homenagem à data de assinatura da lei de abolição da escravidão no país. Antes, se chamava largo Adolfo Pinheiro, nome depois dado a uma das avenidas que leva até o largo. Santo Amaro foi um município independente por pouco mais de um século, entre 1833 e 1935. Desde a época de sua fundação, Santo Amaro recebeu levas de imigrantes alemães. Na imagem, aparece uma evidência dessa imigração na forma do estabelecimento denominado Casa Schmidt.

Um conhecido parque da cidade em tempos bem mais bucólicos.

Parque Ibirapuera

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Jardim da Luz

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Parque Dom Pedro II

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Parque da Água Branca

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Parque Dom Pedro II, na década de 1920. Inaugurado em 1922 na área até então conhecida como Várzea do Carmo, o parque hoje sofre para fazer jus à sua proposta original, ser uma ampla área verde no centro da cidade. O movimentado terminal de ônibus de mesmo nome e o poluído rio Tamanduateí no meio do parque não colaboram.

Carros estacionados em um importante ponto de referência do centro de São Paulo.

Vale do Anhangabaú

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Avenida São João

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Praça da República

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Largo do Arouche

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Vale do Anhangabaú, nos anos 1920. Para se situar na foto, observe o Viaduto do Chá no lado direito da imagem. A ponta que aparece é a que dá na praça do Patriarca. As edificações que aparecem na imagem são os dois palacetes construídos pelo conde Prates. Na primeira, mais à esquerda, funcionava a sede do Automóvel Clube. Na segunda, situada onde hoje está o prédio da prefeitura de São Paulo, funcionou um hotel e depois a sede do jornal “Diário da Noite”. Atrás dos palacetes, corre a rua Líbero Badaró. Nesse tempo, o Anhangabaú era um parque. Os carros foram gradualmente ocupando a área até que ele foi transformado em uma avenida de várias pistas pelo prefeito Prestes Maia, na década de 40. Em 1990, o parque foi restabelecido no Anhangabaú, com as vias para automóveis transformadas em um túnel que corre por baixo da área para pedestres. A obra foi inaugurada pela prefeita Luiza Erundina.

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ESTAVA ERRADO: A resposta à questão 5 continha uma referência errônea a um romance de Eça de Queirós. A obra não cita um bairro paulistano, mas uma localidade homônima em Portugal. A referência foi apagada da resposta às 12h30 de 24 de janeiro de 2017.