Brasileiros investem mais em empresas de bolsas estrangeiras

No final de 2021, 1,4 milhões tinham dinheiro em BDR. Modalidade permite atrelar aplicações a ações no exterior, sem precisar abrir uma conta em outro país

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    BDR (Brazilian Depositary Receipts) é a sigla utilizada para identificar investimentos feitos aqui no Brasil atrelados a ações de empresas listadas em bolsas de valores do exterior. Eles são títulos cujo preço é atrelado ao da empresa negociada e sofrem também a influência do valor do câmbio. Ou seja, se o dólar sobe, em geral, impacta para cima o valor do BDR.

    Gráfico de barras que mostra a quantidade de pessoas investindo em BDR e em outros tipos de investimento. O aumento se dá a partir de 2020 quando há a liberação dessa modalidade de investimento para um público amplo

    Essa modalidade de investimento era restrita até 2020 para investidores qualificados, que possuem mais de um milhão de reais em ativos. A restrição caiu em outubro daquele ano e desde então o número de BDRs na bolsa de valores de São Paulo aumentou muito.

    O número de pessoas físicas investindo em BDRs aumentou de 130 mil, em 2020, para 1,4 milhões em 2021. Um aumento de quase 1000%. No mesmo período, a bolsa teve um aumento de investidores de 53,9% (de 3,2 para 4,9 milhões de CPFs).

    As dez empresas com mais investimentos de brasileiros no final de 2021 eram, em ordem alfabética: Alphabet (Google), Apple, Amazon, Aura, Disney, Meta (Facebook), Mercado Livre, Nubank, Tesla e XP.

    Dentre essas empresas, Nubank e XP são sediadas no Brasil, mas possuem papéis negociados na bolsa de Nova York (NYSE). Desde a estreia das companhias até o dia 3 de maio, os BDRs das duas empresas amargaram grandes perdas, o do Nubank (NUBR33) caiu 58,5% e da XP (XPBR31) caiu 46,6%.

    Parte da perda se explica também pela desvalorização do dólar frente ao real, em 2022, e pela alta da taxa de juros, tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

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