Por que o Facebook perdeu valor de mercado em 2022

Empresa de Mark Zuckerberg mudou de nome para Meta e aposta na realidade virtual. Redes sociais da companhia, no entanto, tiveram queda de receita em 2021

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    Em outubro de 2021, a gigante da tecnologia Facebook decidiu mudar seu nome e parte de seu foco em direção à realidade virtual. A empresa, que reúne, além do próprio Facebook, redes como WhatsApp e Instagram, passou a se chamar Meta.

    A repaginação, no entanto, ainda não empolgou investidores. Em 2022, a companhia soltou seu relatório trimestral (para o 4º trimestre de 2021) apontando uma queda no número de usuários diários e na tendência de receitas. No dia seguinte, a Meta perdeu mais de 200 bilhões de dólares em valor de mercado na bolsa de Nova York.

    A empresa também está sendo afetada por uma mudança de política dos celulares da Apple, que possibilitam agora ao usuário impedir que aplicativos rastreiem seus padrões de uso e buscas. Isso limitou a personalização de anúncios que o Facebook e o Instagram fazem, diminuindo as receitas da empresa.

    A Meta chegou a valer em março de 2022 30% a menos que valia no início de 2021, enquanto a tendência das maiores companhias listadas nas bolsas americanas (o índice S&P) foi de alta no período, mesmo com a pandemia e a guerra na Ucrânia. A empresa vem recuperando desde meados de março parte do valor perdido, mas ainda registra uma desvalorização no período.

    Com a queda do valor da gigante americana, o brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, perdeu o título de pessoa mais rica do país para Jorge Paulo Lehman, segundo dados do levantamento em tempo real da Revista Forbes.

    Imagem do gráfico extra sobre a desvalorização do Facebook

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