Desde 2014, Ucrânia e Rússia aumentam gastos militares

Governo de Putin destinava entre 2% e 3% do PIB ao orçamento militar até 2014, enquanto a Ucrânia usava menos de 2%. Os dois países aumentaram essa porcentagem após a invasão russa da Crimeia

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    Rússia e Ucrânia fizeram parte da antiga União Soviética até sua dissolução, em 1991. Com o fim da URSS, coube a cada Estado constituinte organizar seu próprio exército e os armamentos foram distribuídos entre as novas nações, com a maior porção ficando com a Rússia.

    Na Ucrânia, o estresse econômico causado pelo fim do bloco soviético incentivou o sucateamento dos materiais e tropas sofreram com a falta de equipamento e de exercícios de treinamento. O país chegou a vender para a Rússia veículos estratégicos como oito bombardeiros TU-160, os maiores em uso atualmente, em troca de amortização de dívidas.

    Em 2014, a Rússia, governada por Vladimir Putin, invadiu e ocupou a região da Crimeia, no sul da Ucrânia. Desde então, a Ucrânia se esforçou para modernizar suas Forças Armadas, aumentando consideravelmente seus gastos no setor, com um plano de reformas orientado por representantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar capitaneada pelos Estados Unidos.

    Em 2020, tanto Rússia como Ucrânia gastaram mais de 4% de seu PIB no setor militar. A tendência de aumento desses gastos na região é algo que pode se acentuar nos próximos anos por conta do conflito iniciado em 24 de fevereiro. Outros países europeus, como a Alemanha, já anunciaram aumentos de gastos militares.

    Imagem do gráfico extra sobre gastos militares de Rússia e Ucrânia

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