Inflação acumulada desde 2020 é maior para os mais pobres

Aumento de preços entre janeiro de 2020 e julho de 2021, segundo o IPCA, foi de 11,3% para a camada de renda mais baixa, enquanto para os de maior renda foi de 7,1%

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    Entre o começo de 2020 e o final de julho de 2021, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, subiu 9,5%. Isso quer dizer que, de acordo com o índice oficial de inflação utilizado pelo Banco Central, a cesta média de bens, produtos e serviços consumidos pelos brasileiros ficou mais cara durante a pandemia.

    Esse aumento de preços, no entanto, foi variado quando consideradas as diferentes faixas de rendimento da população. As famílias de renda mais alta experimentaram uma inflação acumulada de 7,1% no período, enquanto aquelas de renda muito baixa enfrentaram um crescimento de 11,3% nos preços.

    Aumento de preços segundo o IPCA foi de 11,3% para a camada de renda mais baixa, enquanto para os de maior renda foi de 7,1%

    Itens como alimentos, gás de cozinha e eletricidade estão entre os que mais encareceram. E estes são justamente os mais consumidos, proporcionalmente, pelos mais pobres. No segmento de renda alta, o aumento de preços ocorreu também por conta de combustíveis, passagens áreas e eletrônicos, mais afetados pelo dólar.

    O gráfico foi produzido a partir de um levantamento do Grupo de Conjuntura da Dimac (Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas), do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). As famílias na categoria de renda muito baixa têm rendimento familiar de até R$1.650,50 ao mês, enquanto as de alta renda recebem mais de R$16.509,66 mensais, em valores de 2020.

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