Com reforma, centrão e militares dividem pastas próximas a Bolsonaro

Presidente indicou Ciro Nogueira, que comanda o PP, para a Casa Civil, acomodando Onyx Lorenzoni em novo ministério. Paulo Guedes perde poder com mudanças

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    Pressionado pelo avanço da CPI da Covid no Senado e pela queda em sua popularidade, Bolsonaro indicou Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil em reforma ministerial anunciada na quarta-feira (21). A pasta é responsável pela coordenação dos ministérios e por diversos assuntos relacionados ao orçamento.

    O senador piauiense é um dos líderes do centrão, um bloco de parlamentares conservadores que costuma se alinhar com o Executivo em troca de cargos e verbas orçamentárias, independentemente da orientação política do governo. O próprio Ciro Nogueira apoiou Lula e Haddad (PT) em 2018, apesar de o partido que ele preside, o PP, ter se aliado a Geraldo Alckmin (PSDB).

    O senador vai ocupar uma das quatro pastas que funcionam dentro do Palácio do Planalto, onde será colega de Flávia Arruda (PL-DF), também do centrão. A deputada licenciada é responsável pela articulação com o Congresso na Secretaria de Governo. É também casada com o ex-governador do DF, José Roberto Arruda, que foi preso no exercício de mandato e depois sofreu impeachment.

    Na dança de cadeiras, o General Braga Netto saiu da Casa Civil e foi para a Secretaria Geral. Já Onyx Lorenzoni (DEM-RS) foi acomodado no Ministério do Trabalho e Previdência Social, que foi recriado. Com essa mudança, diminuíram as atribuições da pasta da Economia, comandada por Paulo Guedes.

    O único ministério entre os mais próximos a Bolsonaro que não teve alterações foi o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que é ocupado desde o início pelo General Heleno.

    Desde a posse de Bolsonaro, dos ministérios que funcionam dentro do planalto, apenas o Gabinete da Segurança Institucional permaneceu com o mesmo ministro. Dos Superministérios, o da Economia foi dividido e surgiu o ministério do Trabalho e Previdência Social

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