SP passa a ter mais residências em prédios do que em casas

Maior metrópole brasileira acentuou sua verticalização nas últimas décadas. Número de unidades verticais cresceu 87% em 20 anos

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    Um estudo divulgado pelo CEM (Centro de Estudos da Metrópole) aponta que, pela primeira vez, unidades residenciais em prédios passaram a predominar na cidade de São Paulo em relação às unidades em casas.

    Em 2020, a capital paulista tinha um total de 2,7 milhões de imóveis residenciais, de todos os tipos, segundo dados oficiais da Prefeitura. Deste total, a divisão entre imóveis em casas e em prédios era de 50% para cada, com apenas mil unidades a mais de casas.

    SP passa a ter mais residências em prédios do que em casas. A maior metrópole brasileira acentuou sua verticalização nas últimas décadas. Número de unidades residenciais verticais cresceu 87% em 20 anos

    Segundo Guilherme Minarelli, um dos autores do estudo, o processo de verticalização na cidade é uma tendência de longo prazo, e que não é nem em si nem positivo, nem negativo. "Por um lado, pode sobrecarregar a infraestrutura da cidade, por outro a deixa mais compacta. Cabe saber como e onde verticalizar”, afirma.

    Na cidade de São Paulo, as novas unidades residenciais em prédios têm sido principalmente de alto e médio padrão. O tema socioeconômico será tratado nas próximas divulgações do CEM.

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