Qual seria a ‘cota justa’ dos países para receber refugiados

Para aliviar países vizinhos que estão sobrecarregados, ONG inglesa propõe uma distribuição baseada no tamanho da economia, para que países mais desenvolvidos recebam mais pessoas

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A guerra na Síria gerou 4,8 milhões de pessoas refugiadas nos países vizinhos durante 6 anos de conflito. Esses países não possuem condições adequadas para oferecer serviços e proteção a essa população.

 

REFUGIADOS EM PAÍSES VIZINHOS

COTAS POR PAÍS

É nesse cenário que a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) convocou uma reunião em Genebra em 30 de março de 2016. Nela, a Oxfam, uma confederação internacional de ONGs, propôs que os Estados ricos recebessem 10% dos refugiados que estão nos países vizinhos à Síria, ou seja, 480 mil pessoas. Essa é a população que se encontra em situação vulnerável. Foi calculado quantos refugiados cada país deveria receber tomando como referência o tamanho do seu PIB. A reunião terminou com resultado tímido, os países aceitaram receber apenas 6 mil refugiados a mais do que já estavam dispostos.

EUROPA

Há grandes variações na quantidade de imigrantes que cada país aceita receber. Alemanha e Noruega se destacam como países que aceitam receber acima da sua cota. Grécia e alguns países do leste europeu, como Eslováquia e Rússia não se dispuseram a receber nenhum refugiado.

OUTROS PAÍSES

 

ESTAVA ERRADO: O subtítulo da versão inicial deste texto afirmava que a proposta de ‘cota justa’ para a distribuição de refugiados é da ONU. Na verdade, é da ONG Oxfam. A informação foi corrigida às 19:30 de 4 de abril de 2016.

 

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