Corpo de Jô Soares é cremado em cerimônia em São Paulo

Despedida ocorreu na cidade de Mauá para familiares e amigos próximos. Ícone do humor brasileiro, apresentador morreu aos 84 anos

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    O corpo do apresentador e humorista Jô Soares foi cremado neste sábado (6), na cidade de Mauá, na grande São Paulo. A cerimônia restrita teve presença de familiares e amigos próximos. Jô morreu na sexta-feira (5) aos 84 anos, no Hospital Sírio Libanês, onde estava internado desde o fim de julho, para tratar de uma pneumonia.

    A causa do óbito não foi divulgada pela família. A sexta-feira foi marcada por homenagens a Jô, que comandou, por 16 anos, um dos programas mais conhecidos da TV brasileira, o Programa do Jô, veiculado na Globo de 2000 a 2016. No talk-show, ele entrevistou personalidades diversas, de presidentes da República a desconhecidos com histórias curiosas.

    Nascido no dia 16 de janeiro de 1938, José Eugênio Soares foi pioneiro em lançar formatos e assuntos políticos e sociais abordados de forma engraçada e crítica. Foi ator, escritor, dramaturgo, roteirista, diretor e pintor. Antes de decidir trabalhar com arte, ele sonhava em ser diplomata – profissão de seu bisavô materno, Filipe José Pereira Leal, ex-governador do Espírito Santo.

    Em 1956, estreou na TV como roteirista e depois ator da “Praça da Alegria”, criado por Manoel de Nóbrega e que existe até hoje sob o nome de “A Praça é Nossa”. Além do icônico Programa do Jô na Globo, de 1988 a 1999 ele apresentou o Jô Soares Onze e Meia, no SBT, nos mesmos moldes de um programa de entrevistas, acompanhado sempre pelo sexteto do Jô. Ele também integrou atrações como “A família Trapo” (1966), “Planeta dos homens” (1977) e “Viva o Gordo” (1981). Também atuou em 22 filmes.

    Jô Soares atuou ainda como romancista: escreveu ao menos 10 livros, entre eles um best-seller que marcou a década de 1990, “O Xangô de Baker Street”, que une a paixão do escritor pela literatura policial com o humor. A obra vendeu em um ano 350 mil cópias em 1o edições. Outra marca de Jô, seja nos livros ou programas era abordar temas políticos e se posicionar com clareza, seja antes ou depois da redemocratização. Entre 2019 e 2020, Jô publicou, no jornal Folha de S.Paulo, uma série de cartas abertas críticas ao presidente Jair Bolsonaro.

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