Petrobras diminui preço do diesel em R$ 0,20 por litro

Medida é válida a partir de sexta-feira e representa uma baixa de 3,5% no valor pelo qual o produto é vendido às distribuidoras

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    A Petrobras comunicou nesta quinta-feira (4) uma redução de R$ 0,20 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras, o que representa uma baixa de 3,5%, com o valor passando de R$ 5,61 para R$ 5,41. A medida é válida a partir de sexta-feira (5).

    De acordo com a petroleira, essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o combustível. A estatal também ressaltou que essa medida mantém a coerência com a política de paridade com os valores praticados no mercado internacional. A queda, porém, é insuficiente para aliviar a alta de 14,25% aplicada em meados de junho.

    Essa decisão da companhia não era esperada. O porque o diretor de comercialização e logística da petroleira, Cláudio Mastela, disse, em uma reunião com investidores na semana passada, que tinha a expectativa de que o preço do diesel ficasse no mesmo nível ou até mais alto até o final do ano, a menos que fosse confirmada “uma forte recessão global”. Em junho, a Petrobras já tinha diminuído o valor da gasolina duas vezes. As duas baixas juntas resultaram em uma queda de R$ 0,35 por litro.

    Um dos fatores que explicam essa diminuição é a desvalorização do petróleo ocorrida em junho. Na sequência, em julho, o preço do barril se estabilizou em torno de US$ 100, reflexo da piora das projeções com relação à economia mundial. Os temores de uma recessão global esfriam a demanda pelo produto, levando o preço a cair. Além disso, Alexandre Chaia, economista e professor do Insper, afirmou ao Nexo que “a incerteza da guerra na Ucrânia diminuiu, então já há um cenário de acordos de energia”. A Rússia, que invadiu o território ucraniano, é uma das principais exportadoras mundiais do produto.

    Outro motivo para essa redução apontado por especialistas ouvidos pelo Nexo é a aprovação no Congresso de uma lei que estipulou um teto de 17% a 18% no ICMS cobrado pelos estados sobre combustíveis, conta de luz e serviços de comunicação e transporte público. Havia governos estaduais que cobravam tarifas superiores a 30%. A lei foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em 23 de junho.

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