Homem é preso por falas racistas em biblioteca de São Paulo

Wilho da Silva Brito também fez ataques homofóbicos. Ele estava com o livro ‘Minha Luta’, de Adolf Hitler

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    A Polícia Militar prendeu em flagrante na tarde de terça-feira (2) um homem de 39 anos chamado Wilho da Silva Brito, que praticou atos racistas e homofóbicos na Biblioteca Mario de Andrade, localizada no centro da cidade de São Paulo.

    Um vídeo gravado por uma testemunha que circula nas redes sociais mostra Brito dizendo que não gosta de pessoas negras e utilizando palavras de baixo calão. “Eu não gosto de negro não. Quem gosta de macaco é o zoológico”, diz em determinado momento. Ele também dirigiu ofensas e xingamentos a pessoas da comunidade LGBTI+. “Aí você chega no banheiro aqui e vê um monte de viado”, afirma em outro trecho da gravação.

    Uma das obras que Brito tinha é o livro "Minha Luta" ("Mein Kampf"), de Adolf Hitler, que governou a Alemanha de 1933 a 1945. Durante esse período, o líder nazista promoveu o extermínio de judeus, além da matança de minorias como gays, negros e ciganos.

    Os policiais levaram Brito até a 77ª Delegacia de Polícia, no bairro Campos Elíseos, também na região central da capital paulista. "O caso foi registrado como injúria e preconceitos de raça ou de cor (praticar a discriminação) pelo 2º Distrito Policial (Bom Retiro), onde ficou detido à disposição da Justiça", diz comunicado da Secretaria de Segurança Pública. Ele deve passar por uma audiência de custódia.

    Também em nota, a Secretaria Municipal de Cultura, que é responsável pela biblioteca, repudiou “veementemente as falas e atitudes nazistas, homofóbicas e racistas” de Brito e informou que “as pastas da Cultura e de Direitos Humanos e Cidadania estão em diálogo para tratar do caso".

    De acordo com funcionários da biblioteca, Brito é frequentador do local e já havia causado problemas lá várias vezes. Não foi possível localizar a defesa de Brito.

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