Senadores querem restringir acesso às armas nos Estados Unidos

Integrantes dos partidos Democrata e Republicano querem ampliar o rigor das verificações dos antecedentes criminais e dos registros de saúde mental daqueles que desejam adquirir armamento

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    Um grupo bipartidário formado por senadores democratas e republicanos apresentou na terça-feira (21), no Congresso dos Estados Unidos, um projeto de lei que busca restringir o acesso a armas de fogo. A proposta precisa de aprovação da Câmara dos Representantes e do Senado para ser validada. A expectativa é de que a votação ocorra antes do período de recesso para os congressistas, que se inicia em 4 de julho.

    De acordo com o principal negociador democrata da lei, o senador Chris Murphy, a ideia é dificultar o acesso de pessoas consideradas perigosas, que "contemplam assassinatos em massa ou suicídio". O projeto de 80 páginas busca aumentar o rigor das verificações dos antecedentes criminais e dos registros de saúde mental daqueles que desejam adquirir armamento. Outro ponto apresentado pelos senadores é o uso de recursos federais para que os estados confisquem armas.

    Os congressistas querem ainda ampliar a quantidade de pessoas abrangidas em uma lei federal que proíbe agressores domésticos de comprar armas, incluindo seus namorados e parceiros. Atualmente, ela é válida somente para pessoas oficialmente casadas. O projeto de lei também endurece as punições para aqueles que burlarem as regras para licenciamento de armamentos ou que realizarem transações ilegais de compra e venda desse tipo de objeto. Além disso, os senadores desejam destinar milhões de dólares para investir na promoção da saúde mental em comunidades e escolas.

    Até o momento, a proposta é apoiada publicamente pelo presidente Joe Biden, pelo líder republicano no Senado Mitch McConnell, bem como por outros 10 congressistas republicanos mais 10 democratas. Os recorrentes ataques e atentados com arma de fogo nos Estados Unidos fizeram com que os congressistas dos dois partidos, que costumam ter visões distintas sobre o tema, se esforçassem para chegar a um acordo e apresentar o projeto de lei.

    Os episódios mais recentes desse tipo ocorreram em maio e geraram uma onda de comoção nos Estados Unidos. No primeiro, um racista assassinou 10 pessoas negras em um supermercado em Buffalo, no estado de Nova Iorque. No segundo, um atirador atacou uma escola infantil em Uvalde, no Texas, tirando a vida de 19 crianças e 2 adultos.

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