Polícia identifica mais cinco suspeitos nas mortes de Dom e Bruno

Três homens já foram presos pelos assassinatos de indigenista e jornalista no Vale do Javari. Lancha da dupla foi encontrada a 20 metros de profundidade

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    A investigação da Polícia Federal identificou mais cinco pessoas suspeitas de estarem envolvidas nas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips no Vale do Javari, na Amazônia, próximo à fronteira com o Peru. A nota emitida pela corporação neste domingo (19) afirma que os novos suspeitos teriam participado da ocultação dos cadáveres.

    Na noite de domingo, policiais do Amazonas encontraram a lancha em que Bruno e Dom viajavam. Segundo a nota da polícia civil, ela estava a 20 metros de profundidade, "emborcada com seis sacos de areia para dificultar a flutuação".

    Os irmãos Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, e Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos, foram os dois primeiros suspeitos presos no caso. Na quarta-feira (15), Amarildo confessou o envolvimento no assassinato de Bruno e Dom. Ele afirmou que os corpos das vítimas foram esquartejados, queimados e enterrados depois de terem sido mortos a tiros, mas que uma terceira pessoa teria atirado.

    Jefferson da Silva Lima, conhecido como Peladinho, terceiro suspeito de envolvimento no assassinato, foi preso na manhã de sábado (18). Ele se entregou na delegacia de Atalaia do Norte (AM) um dia depois da Justiça ter expedido seu pedido de prisão. Segundo os jornais Folha de S.Paulo e O Globo, Jefferson também confessou ter participado do crime.

    Bruno e Dom estavam desaparecidos desde o dia 5 de junho na terra indígena do Vale do Javari. Restos mortais foram encontrados na quarta (15) pela Polícia Federal após indicações dadas por Amarildo. Os corpos foram levados para Brasília e uma análise da arcada dentária de Dom Phillips confirmou sua identidade na sexta-feira (17). No sábado, a Polícia Federal confirmou que o outro corpo encontrado é de Bruno Pereira. A sua identificação também foi feita pela arcada dentária.

    Segundo a perícia, o indigenista e o jornalista foram mortos com armas de caça - Bruno foi atingido por três tiros e Dom foi morto com um tiro. A motivação do crime estaria relacionada à pesca ilegal na região, segundo apurações de bastidores da imprensa.

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