TSE termina testes de segurança de urnas sem encontrar falhas

Procedimento faz simulações de situações de risco elaboradas por peritos, como ataques hackers. Tribunal eleitoral diz não ter encontrado vulnerabilidades que possam colocar a eleição em risco

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    O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concluiu nesta sexta-feira (13) em Brasília testes públicos de segurança das urnas eletrônicas para a eleição de outubro. As situações testadas incluíram simulações de ataques hackers, e não encontraram falhas que possam colocar em risco a votação, segundo a corte eleitoral.

    As simulações são a etapa final do Teste Público de Segurança, que ocorreu em novembro de 2021 com a aplicação de 29 planos de ataques contra as urnas elaborados por 26 investigadores, entre eles peritos da Polícia Federal. Em cinco dessas tentativas, houve algum tipo de achado relevante que poderia ajudar a aprimorar a segurança dos equipamentos. Essas situações foram repetidas entre quarta (11) e sexta (13). De acordo com o TSE, em nenhuma delas houve resultado capaz de violar a integridade ou o sigilo dos votos.

    “Ao tentar ingressar na rede, foram expulsos, não conseguiram o ataque”, disse o juiz auxiliar da presidência do TSE, Sandro Vieira, no evento que marcou o encerramento dos testes. A confirmação do Teste Público de Segurança é uma etapa prevista no calendário eleitoral. Em 2022, ocorre em um momento de tensão entre os Poderes, no qual o presidente Jair Bolsonaro (PL) faz ataques à legitimidade das urnas eletrônicas e instiga os militares a pressionar o órgão responsável pelo processo eleitoral.

    O representante das Forças Armadas na comissão de transparência das eleições, general Heber Portella, esteve no evento. Os militares tinham pedido que o equipamento de 2020, que será usado novamente no pleito de 2022, fosse submetido às análises. O TSE, por sua vez, negou o pedido, com a justificativa de que o modelo de 2015, que foi utilizado nos testes desta semana, apresenta arquitetura de segurança semelhante. Além disso, reforçou que a versão de 2020 das urnas eletrônicas possui aprimoramentos importantes que a tornam “mais segura do que o modelo 2015 e anteriores.

    O documento final sobre o Teste Público de Segurança será divulgado pelo TSE em 30 de maio. A segurança do sistema pode ser submetida a mais aperfeiçoamentos até 12 de setembro, quando ocorrerá a lacração das urnas eletrônicas. Desde que o Brasil começou a usar o aparelho na década de 90, não houve registro de fraudes relevantes.

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