Costa Rica declara emergência nacional após ataques virtuais

Governo do país sofre com investidas digitais e sequestro de dados desde 12 de abril. Estados Unidos oferecem recompensa por informações sobre hackers

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    A Costa Rica declarou estado de emergência nacional após um mês de ataques a sistemas e sites do governo. O decreto foi publicado na quarta-feira (11) após ter sido assinado pelo presidente Rodrigo Chaves no domingo (8), em seu primeiro dia de mandato.

    Segundo o governo costarriquenho, os ministérios da Economia, Trabalho e Previdência, Tecnologia e Inovação, Telecomunicações e Desenvolvimento Social e Ciência estão entre as vítimas, junto com outros órgãos públicos. Os primeiros ataques foram registrados em 12 de abril, pela pasta da Economia.

    Os ataques sofridos pela Costa Rica são do tipo “ransomware”. Trata-se de uma espécie de sequestro de dados. Os sabotadores agem de forma remota, bloqueando o acesso do proprietário aos próprios sistemas, por meio de códigos criptografados, e cobram um resgate para voltar a liberar o material.

    No caso costarriquenho, o grupo Conti – que se declarou responsável pelos ataques – exigiu US$ 10 milhões do governo. O antecessor de Chaves, Carlos Alvarado Quesada, se recusou a pagar. O grupo hacker publicou parte dos dados roubados. Os EUA anunciaram recompensa de US$ 10 milhões para quem der informações que levem à identificação e localização do grupo.

    Os ataques de ransomware contra governos e instituições públicas têm se tornado mais comuns. Em maio de 2021, por exemplo, os EUA declararam estado de emergência temporário após um ataque com vírus do grupo hacker DarkSide paralisar o fluxo de combustível ao desconectar a rede e roubar mais de 100 gigabytes de informações do oleoduto da empresa Colonial Pipeline. Após dias de negociações, a Colonial pagou cerca de US$ 5 milhões em bitcoins para ter os arquivos de volta. O governo brasileiro também já foi alvo de ransomware, como no caso do STJ (Superior Tribunal de Justiça), em 2020, e do Ministério da Saúde no final de 2021.

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