Gol e Avianca fazem acordo para unir negócios em holding

Companhias aéreas vão formar Grupo Abra, que terá capital fechado e sede em Londres, para administrar empresas de forma conjunta. Operação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores

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    As companhias aéreas Gol, do Brasil, e Avianca, da Colômbia, anunciaram nesta quarta-feira (11) que vão criar uma holding de capital fechado chamada Grupo Abra, com sede no Reino Unido, para administrar as duas empresas de forma conjunta.

    “Agregadas, as companhias aéreas participantes do Grupo Abra oferecerão aos seus Clientes a maior malha de rotas complementares, com sobreposição mínima em seus mercados”, diz o comunicado. Apesar disso, as duas empresas continuarão a ter marcas e equipes diferentes e independentes entre si, com operações separadas.

    A confirmação da transação depende da aprovação de órgãos regulatórios. A expectativa é de que ela seja concluída no segundo semestre de 2022. No Brasil, esse processo deve passar pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O novo grupo também terá participação minoritária nas companhias aéreas Viva, da Colômbia, e Sky Airline, do Chile.

    A Abra terá Roberto Kriete, participante do bloco de investidores controladores da Avianca, como presidente do conselho de administração, e Constantino de Oliveira Junior, da família proprietária da Gol, no cargo de CEO. Adrian Neuhauser, presidente e CEO da Avianca, e Richard Lark, diretor financeiro da GOL, passarão a ser copresidentes da nova holding, mas vão continuar a exercer suas atuais funções nas empresas.

    Atualmente, o grupo Avianca tem uma frota de mais de 110 aeronaves e lidera o mercado na Colômbia, na América Central e no Equador, operando 130 rotas na América Latina. Já a Gol mantém uma frota de 142 aeronaves e, segundo a Anac, possui 33,6% de participação no mercado doméstico brasileiro, ficando atrás apenas da Latam, com 35,1%. Segundo analistas, o negócio da Avianca e da Gol reforça uma tendência de consolidação do setor aéreo, que sofre o impacto da pandemia e de aumentos sucessivos no preço do petróleo.

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