Senado tenta contornar veto a missão europeia nas eleições

TSE desistiu de chamar observadores para acompanhar votação brasileira após pressão de Bolsonaro. Segundo jornal Folha de S.Paulo, oposição agora quer convidar representantes do Parlamento Europeu

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    Um grupo de senadores ligados à oposição decidiu convidar representantes do Parlamento Europeu para acompanhar as eleições brasileiras, marcadas para outubro, segundo informou nesta terça-feira (3) a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

    Ainda segundo a colunista, a ideia de convidar os observadores externos surgiu depois que os senadores souberam por ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que o presidente Jair Bolsonaro havia vetado a presença de uma missão da União Europeia no Brasil durante a disputa eleitoral.

    O TSE fez o convite para os europeus em março. Era uma iniciativa inédita, dentro do esforço do tribunal para dar mais transparência à disputa de 2022 e atestar seu resultado, num contexto em que Bolsonaro faz recorrentes acusações sem provas contra a segurança das urnas eletrônicas e já chegou a pedir uma apuração paralela de votos por parte das Forças Armadas.

    O Ministério das Relações Exteriores então divulgou uma nota oficial em abril se contrapondo ao convite, sob o argumento de que não é tradição do Brasil ser avaliado por organizações internacionais das quais não faz parte.

    Na segunda-feira (2), o Nexo revelou que o TSE recuou do convite. A decisão de não ter observadores do bloco se deveu à reação adversa do governo Bolsonaro, segundo informou o serviço de comunicação da Comissão Europeia, órgão da União Europeia sediado em Bruxelas, na Bélgica.

    O grupo de senadores que defende a ideia de chamar integrantes do Parlamento Europeu para acompanhar as eleições no Brasil é formado por Tasso Jereissati (PSDB-CE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Simone Tebet (MDB-MS), pré-candidata à Presidência.

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