Desemprego fica estável no 1º trimestre e atinge 11,9 milhões

Taxa de desocupação é de 11,1% entre janeiro e março de 2022, mesmo índice do período final de 2021, segundo IBGE. Rendimento médio tem pequeno aumento, mas ainda registra queda de 8,7% em um ano

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    A taxa de desemprego no Brasil ficou estável em 11,1% no primeiro trimestre de 2022, de acordo com dados da dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice é o mesmo registrado nos três meses anteriores, entre outubro e dezembro de 2021, e o menor para o período desde 2016.

    O desemprego ainda atingiu 11,9 milhões de pessoas entre janeiro e março de 2022. Interrompendo uma tendência de queda, o rendimento médio teve crescimento de 1,5% no primeiro trimestre comparado com o anterior, mas ainda é 8,7% menor do que o registrado um ano antes, nos três primeiros meses de 2021.

    A queda anual na renda se explica, de acordo com o IBGE, pela volta dos trabalhadores informais, que possuem salários menores, ao mercado após o período mais restritivo da pandemia. A melhora pontual no trimestre encerrado em março se deu por um leve recuo na quantidade de informais junto a um leve aumento das vagas com carteira assinada.

    “Esse aumento [do rendimento] é importante se considerarmos que esse indicador vinha em queda desde o segundo trimestre do ano passado. De modo geral, quando a participação dos trabalhadores formais aumenta, o rendimento médio da população ocupada tende a crescer”, disse a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

    A renda do brasileiro chegou no início de 2022 a um de seus piores níveis em uma década, ao mesmo tempo em que a inflação está em alta, o que pressiona ainda mais o bolso dos trabalhadores. Para que emprego e renda subam juntos é preciso que a economia tenha crescimento mais consistente, o que as projeções disponíveis sugerem ser pouco provável.

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