Prévia da inflação é a maior para abril desde 1995

Preços sobem pouco mais de 12% em 12 meses, maior aumento captado pelo índice desde o final de 2003. Combustíveis e alimentos puxam a alta

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    O IPCA-15 – conhecido como a prévia da inflação – teve alta de 1,73% em abril de 2022. É o pior número para o mês desde 1995, pouco após o lançamento do Plano Real. Naquele mês, o índice subiu 1,95%. Também é a maior variação de preços para qualquer mês desde fevereiro de 2003, quando o aumento foi de 2,19%.

    O resultado foi movido principalmente por combustíveis, afetados pelo mega aumento anunciado pela Petrobras em 10 de março de 2022. A alta afetou também o botijão de gás e o gás encanado. Outros produtos que ajudaram a puxar os preços para cima foram alimentos como tomate, leite longa vida, cenoura, óleo de soja e pão francês.

    No acumulado em 12 meses, os preços subiram 12,03% no Brasil. É o maior aumento acumulado do IPCA-15 desde novembro de 2003, quando estava em 12,69%.

    12,03%

    foi a alta acumulada de preços no Brasil entre a segunda metade de abril de 2021 e a primeira metade de abril de 2022

    A metodologia do cálculo do IPCA-15 é praticamente a mesma usada no IPCA – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, principal medidor da inflação no Brasil. Ambos captam a variação ampla dos preços, sentida por consumidores com renda entre 1 e 40 salários mínimos.

    A diferença entre os dois índices é o momento da coleta. O IPCA mede as variações de preços entre o dia 1º e o dia 30. O IPCA-15, por sua vez, abrange o período entre o dia 16 de um mês até o dia 15 do mês seguinte. Assim, considerando o IPCA e o IPCA-15, é possível ter um acompanhamento da inflação a cada duas semanas.

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