Netflix vai cobrar por compartilhamento de senha

Taxa extra de cerca de R$ 15 começará a ser cobrada no Chile, na Costa Rica e no Peru. Não há previsão para aplicação no Brasil

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    A Netflix anunciou na quarta-feira (16) que vai começar a cobrar taxas extras de usuários que compartilham a senha de suas contas. A decisão, a princípio, será testada no Chile, Costa Rica e Peru a partir de abril. Os usuários terão de pagar uma taxa extra de US$ 2,99 (cerca de R$ 15) nas respectivas moedas locais por cada pessoa com quem compartilharam a senha. Por enquanto, não se sabe se o modelo será implementado no Brasil.

    Há anos a Netflix vem tentando coibir o compartilhamento de senhas, prática comum entre usuários do mundo todo. Os termos de serviço da plataforma determinam que a coparticipação nas contas pode ocorrer apenas entre pessoas que dividem uma mesma casa, sob pena de suspensão ou exclusão da conta. O novo monitoramento será feito com base na localização dos dispositivos conectados. Em março de 2021, a empresa de consultoria Citi estimou que a Netflix perde US$ 6 bilhões anualmente pelo compartilhamento de senha.

    A decisão da Netflix veio em um momento que, globalmente, os usuários dispõem de dezenas de opções de serviços de streaming, cujas assinaturas somam grandes montantes. Para assinar a todas as plataformas disponíveis no Brasil é preciso desembolsar cerca de R$ 350 mensalmente.

    Reconhecemos que as pessoas têm muitas opções de entretenimento, então queremos garantir funcionalidades úteis para nossos usuários, cujas assinaturas financiam nossos filmes e séries, disse a Netflix em nota. Os usuários não receberam a notícia bem. É o começo do fim da Netflix, escreveu um no Twitter. Vão perder muitos consumidores, afirmou outra.

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