Após EUA, Banco Central brasileiro também eleva juros

Nona alta consecutiva da taxa Selic acontece em reação ao avanço inflacionário no país. Guerra na Ucrânia ajuda a pressionar preços

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    O Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou na quarta-feira (16) que decidiu aumentar a taxa Selic em 1 ponto percentual. A decisão foi comunicada horas após o Federal Reserve – o Banco Central dos EUA – também anunciar um aumento dos juros.

    Há algumas diferenças entre as duas situações. O aumento nos EUA foi de apenas 0,25 ponto percentual, levando a meta dos juros à banda de 0,25% a 0,5% ao ano. Foi também o primeiro aumento desde 2018.

    No Brasil, trata-se da nona decisão consecutiva de alta da taxa básica de juros, que chega a 11,75% ao ano. O ciclo de alta pelo Banco Central começou em março de 2021.

    SUBINDO

    Trajetória da meta para a taxa Selic. Alta significativa a partir de março de 2022

    A taxa Selic serve de referência para a definição dos juros cobrados pelos bancos em empréstimos, o retorno de títulos do Tesouro e até o rendimento da caderneta de poupança. Ela é também o principal instrumento da política monetária do Banco Central, cujo objetivo central é o controle da inflação. Se a inflação está alta, o Banco Central aumenta os juros; se a inflação está baixa, há espaço para reduzir a Selic.

    Nos primeiros meses de 2022, a inflação no Brasil está alta – o avanço dos preços foi de 10,54% em 12 meses acumulados até fevereiro. Nos EUA, o quadro inflacionário é o pior em 40 anos. Em ambos países, a guerra na Ucrânia aparece como um fator de pressão sobre preços, seja em combustíveis, alimentos ou bens industriais, como eletroeletrônicos.

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