Governo e indústria destoam sobre situação de fertilizantes

Associação de empresas do setor de adubo afirma que estoques devem durar até junho em meio à crise entre Rússia e Ucrânia. Tereza Cristina, ministra da Agricultura, fala em oferta garantida até outubro

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    A Associação Nacional para Difusão de Adubos – entidade que representa empresas do setor de adubos no Brasil – afirmou nesta quinta-feira (3) que, em meio à crise entre Rússia e Ucrânia, o estoque de fertilizantes no Brasil deve durar mais três meses. Ou seja, o Brasil teria fertilizantes somente até junho.

    A informação destoa da posição da ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Na quarta-feira (2), ela disse à emissora CNN Brasil que os estoques devem durar até outubro e que não há risco de desabastecimento.

    Fertilizantes são insumos centrais para a produção agrícola brasileira. O Brasil importa 85% de todos os fertilizantes que usa e tem a Rússia como principal fornecedora desses produtos. O conflito na Ucrânia levanta preocupação entre produtores brasileiros, seja pelas dificuldades para importação ou pelo aumento generalizado de preços de fertilizantes.

    Há também temores de que sanções internacionais sejam aplicadas sobre os fertilizantes russos, limitando ainda mais a oferta no mercado internacional. Em entrevista à Jovem Pan nesta quinta-feira (3), a ministra Tereza Cristina defendeu que não sejam impostas sanções sobre fertilizantes, uma vez que há risco de comprometer a capacidade mundial de produção de alimentos.

    A ministra também afirmou na quarta (2) que deve viajar ao Canadá ainda em março para tentar ampliar a oferta de fertilizantes canadenses ao Brasil.

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