Banco Central anuncia novo aumento e Selic vai a 10,75%

Taxa básica de juros chega aos dois dígitos ao ano pela primeira vez desde meados de 2017. É a oitava alta consecutiva

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    O Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (2) que decidiu aumentar a taxa Selic em 1,5 ponto percentual. É a oitava decisão consecutiva de alta da taxa básica de juros, que chega a 10,75% ao ano.

    SUBINDO

    Trajetória da meta para a taxa Selic. Ciclo forte de alta a partir do início de 2021, e em 2022 chegando ao patamar mais alto desde meados de 2017.

    Com a decisão, a taxa básica de juros fica acima de 10% pela primeira vez em quatro anos e meio. O Banco Central iniciou o atual ciclo de alta dos juros em março de 2021, em reação à disparada dos preços no país e às incertezas crescentes em torno da economia brasileira. Em 2021, a inflação ficou em dois dígitos pela primeira vez desde 2015.

    A taxa Selic serve de referência para a definição dos juros cobrados pelos bancos em empréstimos, o retorno de títulos do Tesouro e até o rendimento da caderneta de poupança. Por isso ela é conhecida como a é a taxa básica de juros da economia brasileira.

    A Selic é também o principal instrumento da política monetária do Banco Central, cujo objetivo central é o controle da inflação. Desde 1999, o Brasil adota um regime de metas de inflação. O Banco Central estipula metas para a variação de preços em um ano, com uma margem para mais e outra para menos – as chamadas bandas. Ele age para manter a inflação dentro desse objetivo, usando a taxa de juros como instrumento. Se a inflação está alta, o Banco Central aumenta os juros; se a inflação está baixa, há espaço para reduzir a Selic.

    Em 2021, a inflação superou o teto da meta. No começo de 2022, está em patamar alto, ainda que a expectativa ampla seja de que o aumento de preços perca fôlego ao longo do ano.

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