Ministério da Saúde pede liberação de autoteste de covid

Pasta enviou à Anvisa solicitação para que autoexame, já usado nos EUA e na Europa, seja comercializado no Brasil

O Nexo é um jornal independente sem publicidade financiado por assinaturas. A maior parte dos nossos conteúdos são exclusivos para assinantes. Aproveite para experimentar o jornal digital mais premiado do Brasil. Conheça nossos planos. Junte-se ao Nexo!

    O Ministério da Saúde pediu nesta quinta-feira (13) à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que autorize o uso dos autotestes de detecção de covid-19 no Brasil.

    A justificativa é de ampliar a possibilidade de detecção de casos de contaminação de forma rápida e prática, ajudando a impedir a circulação do vírus. Essa estratégia de triagem, com testagem feita em casa, pelo próprio indivíduo, tem caráter complementar às testagens e rastreamentos feitos no sistema de saúde. Não é uma estratégia substitutiva, explica o Ministério da Saúde em seu pedido.

    A triagem permite a identificação precoce e o isolamento de pessoas infectadas com o vírus SARS- CoV-2 que estão assintomáticas, pré-sintomáticas ou com apenas sintomas leves e que podem estar transmitindo vírus sem saber e pode ser particularmente útil em certos cenários, especialmente quando o teste é feito em série e em áreas com níveis substanciais ou altos de transmissão na comunidade ou no cenário de surtos

    Ministério da Saúde

    Nota técnica da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 enviada à Anvisa em 13 de janeiro

    A aprovação do autoteste, diz a pasta, deve ser condicionada à qualidade satisfatória da testagem fornecida pelos fabricantes, à existência de instruções claras e acessíveis a qualquer um, à abertura de um canal 24 horas para tirar dúvidas dos usuários e à venda do kit completo para a testagem.

    Os autotestes de covid-19 ja são amplamente utilizados em países como o Reino Unido, Alemanha e EUA, mas ainda não são permitidos no Brasil, de acordo com uma resolução de 2015 da Anvisa. A agência, no entanto, admite que essa vedação pode ser afastada “tendo em vista políticas públicas e ações estratégicas formalmente instituídas pelo Ministério da Saúde e acordadas com a Anvisa”.

    Os autotestes são menos sensíveis que outros exames, como o RT-PCR, e estão sujeitos a erros se forem mal manipulados pela pessoa que realiza o teste em si mesma. Ainda assim, têm sido usados com êxito em várias partes do mundo para ampliar a possibilidade de detecção do vírus, sobretudo num momento em que explode a circulação da variante ômicron, que é mais contagiosa. No Brasil, ganham importância especial diante da escassez de testes.

    Continue no tema

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.