EUA agravam acusações contra suspeitos de invadir Capitólio

Pela primeira vez, promotores acusam grupo de conspiração sediciosa, tentativa de ‘depor, derrubar ou destruir pela força o governo dos Estados Unidos’. Crime tem pena de até 20 anos de prisão

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    Nesta quinta-feira (13), pela primeira vez, promotores dos Estados Unidos acusaram 11 pessoas de conspiração sediciosa por suposto envolvimento na invasão ao Capitólio, de 6 de janeiro de 2021. Definido como a tentativa de depor, derrubar ou destruir pela força o governo dos Estados Unidos”, trata-se do crime mais grave já imputado a suspeitos do ataque à sede do Congresso americano. A pena pode ser de até 20 anos de prisão.

    Os acusados são Stewart Rhodes, fundador da milícia de extrema direita Oath Keepers, e dez outros membros do grupo. A organização acredita que o governo federal está usurpando seus direitos e concentra suas atividades no recrutamento de integrantes antigos ou da ativa na polícia, serviços de emergência e militares.

    Nove dos 11 suspeitos de conspiração sediciosa já estavam enfrentando outras acusações relacionadas ao ataque ao Capitólio. Membros de outros grupos de extrema direita, como os Proud Boys e os Three Percenters, também foram acusados de participar do ataque, no qual apoiadores do então presidente Donald Trump tentaram impedir o Congresso de certificar a vitória de Joe Biden nas eleições de 2020.

    Segundo os promotores, Rhodes alertou seu grupo para se preparar para uma luta sangrenta e desenfreada nos dias que antecederam à invasão. Ele teria começado a enviar mensagens a seus seguidores em novembro de 2020, mês da derrota eleitoral de Trump para Biden, incentivando-os a “se opor forçosamente à transferência legal do poder presidencial”.

    A partir do final de dezembro de 2020, Rhodes usou comunicações criptografadas para organizar uma viagem à Washington em 6 de janeiro, segundo a acusação. Enquanto alguns dos membros dos Oath Keepers correram para dentro do Capitólio, outros permaneceram do lado de fora em equipes de força de resposta rápida, que estavam preparadas para transportar armas rapidamente para a cidade, afirmam os promotores.

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