Acusado de abuso, príncipe Andrew renuncia a títulos militares

Filho da rainha britânica Elizabeth 2ª enfrenta processo por agressão sexual nos Estados Unidos. Juiz rejeitou pedido de arquivamento do caso na quarta-feira (12)

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    O príncipe Andrew, segundo filho da rainha Elizabeth, do Reino Unido, renunciou a seus títulos militares nesta quinta-feira (13). Segundo comunicado do Palácio de Buckingham, a decisão acontece com a “aprovação e consentimento da rainha”. Andrew também abre mão de seus títulos honorários e não assumirá mais cargos públicos enquanto se defende de acusações de abuso sexual, em processo que corre em um tribunal dos Estados Unidos.

    Na quarta-feira (12), o juiz responsável pelo caso arquivou um pedido feito pela defesa em outubro de 2021 para que a ação fosse arquivada como “juridicamente infundada”. A americana Virginia Giuffre diz ter sido agredida sexualmente e espancada pelo príncipe há duas décadas, quando tinha 17 anos. Ele nega as acusações.

    Giuffre está entre as vítimas sexuais do financista americano Jeffrey Epstein. Segundo ela, o encontro com Andrew teria acontecido na casa de Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Epstein condenada por tráfico sexual em 2021. Epstein suicidou-se aos 66 anos na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento. Procuradores disseram que Andrew não cooperou com as investigações.

    Horas antes da renúncia do príncipe, mais de 150 veteranos das Forças Armadas britânicas divulgaram uma carta aberta endereçada à rainha Elizabeth. No texto, os militares se diziam “chateados e com raiva” diante da manutenção dos títulos militares de Andrew e pediam que a monarca os removesse, “sem honras, se necessário”.

    Segundo os veteranos, o príncipe é descrito como “tóxico” por oficiais seniores e teria levado os serviços aos quais é associado ao descrédito. “Independentemente do resultado do julgamento, a posição do príncipe Andrew nas Forças Armadas britânicas é insustentável. Fosse ele qualquer outro oficial sênior, é inconcebível que ainda teria seu cargo”, afirmaram na carta.

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