Bolsonaro autoriza voos em classe executiva para ministros

Decreto libera compra de passagens mais caras em viagens internacionais com mais de sete horas. Medida vai contra decisão de Michel Temer em 2018

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    O presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou um decreto na terça-feira (11) permitindo que ministros de Estado façam voos na classe executiva. A compra de passagens de primeira classe com dinheiro público será liberada em caso de viagens internacionais com duração superior a sete horas.

    A decisão também vale para servidores que estiverem substituindo ou representando ministros em missões no exterior, e para servidores de comissão e função de confiança.

    A medida vai contra um decreto editado em fevereiro de 2018 pelo então presidente Michel Temer (MDB). O texto assinado por Temer determinava que as passagens seriam sempre compradas em classe econômica – o servidor ou ministro que quisesse voar em classe executiva teria que pagar a diferença.

    Segundo nota emitida pela Secretaria-Geral da Presidência da República, “o decreto tem por objetivo mitigar o risco de restrições físicas e de impactos em saúde dos agentes públicos que precisam se afastar em serviço da União ao exterior a fim de tentar atenuar eventuais efeitos colaterais em face de deficit de ergonomia”. Além disso, a nota afirma que a compra de passagens executivas é permitida nos Poderes Legislativo e Judiciário.

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