Mercado passa a ver crescimento do PIB abaixo de 0,5% em 2022

Agentes reduziram as expectativas para a economia brasileira no próximo ano, segundo Boletim Focus, do Banco Central

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    As expectativas do mercado para o crescimento da economia brasileira voltaram a cair, conforme o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. A mediana das projeções para 2021 caiu de 4,58%, no último levantamento, para 4,51%. Para 2022, a expectativa foi reduzida de 0,5% para 0,42%.

    Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Focus é um levantamento que funciona como espécie de termômetro do mercado financeiro. O documento reúne projeções de economistas de bancos, corretoras, agências de câmbio e outros participantes do mercado financeiro e do setor empresarial. As projeções do boletim divulgado nesta segunda-feira consideram as expectativas coletadas até a sexta-feira (24).

    O levantamento também mostrou que agora a expectativa é de que 2021 termine com uma inflação acumulada de 10,02%, ante 10,04% previstos anteriormente. A despeito da leve queda, a projeção continua indicando um forte estouro da meta, que é de 3,75% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga em 11 de janeiro os dados de dezembro do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), e com isso a inflação acumulada em 2021. De janeiro a novembro, ela acumulava 9,26%.

    O ano foi marcado pelo forte aumento do nível dos preços, num cenário em que milhões de brasileiros enfrentam dificuldade para colocar comida na mesa. Para 2022, a projeção no Focus para a inflação permaneceu em 5,03%.

    Desde 1999, o Brasil adota um regime de metas de inflação. O Banco Central estipula metas para a inflação em um ano, com uma margem para mais e outra para menos – as chamadas bandas. Por conta disso, ele deve se esforçar para cumprir os objetivos, utilizando como instrumento principal a taxa de juros – a chamada taxa Selic. No Focus, permaneceu a expectativa de que a taxa de juros, que encerrou 2021 a 9,25%, termine 2022 em 11,50% e caia em 2023 a 8,0%.

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