Bolsonaro diz que recepção de Macron a Lula ‘parece provocação’

Em entrevista a rádio baiana, brasileiro acusa líder francês de querer vê-lo fora do cargo. Ex-presidente petista foi recebido com protocolo similar ao de chefe de Estado em visita a Paris

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    O presidente Jair Bolsonaro considerou uma "provocação" a recepção dada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Paris, no dia 17 de novembro.

    A declaração de Bolsonaro foi dada em uma entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, de Salvador. Ao ser perguntado se considerava a recepção oferecida a Lula em Paris – semelhante à de um chefe de Estado – uma provocação, Bolsonaro respondeu: "Parece que é uma provocação sim. Será que o serviço de inteligência dele [Macron] não sabe quem foi o Lula aqui ao longo dos oito anos dele e mais seis de Dilma, o que foi feito no Brasil?"

    O presidente brasileiro disse ainda que Macron e "alguns países do mundo" estão interessados em ter outra pessoa sentada na cadeira presidencial brasileira a partir de 2022. Para o presidente brasileiro, seu homólogo francês prefere ter "uma pessoa passiva, corrupta como é o Lula, aliado dele [Macron]" do que um presidente como Bolsonaro.

    A cerca de um ano da eleição presidencial de 2022, Bolsonaro aparece atrás de Lula nas pesquisas de intenção de voto. Macron é crítico da polícia ambiental de Bolsonaro e a França tem papel preponderante na aprovação de um acordo comercial ambicioso entre a União Europeia e o Mercosul, que não deve avançar enquanto não mudar a Presidência do Brasil.

    No plano internacional, Macron, embora seja um político de centro-direita no espectro francês, assumiu posição de antagonismo em relação a líderes internacionais de extrema direita como Donald Trump, nos EUA; Matteo Salvini, na Itália; e Bolsonaro, no Brasil.

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