‘Ataque custará caro’, adverte Ucrânia sobre Rússia

Chanceler faz pronunciamento na TV em meio à tensão militar na fronteira. Mais de 90.000 soldados russos estão na região, enquanto ucranianos têm respaldo da Otan

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    O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, alertou a Rússia nesta quinta-feira (25) que um ataque contra seu país implicaria perdas políticas, econômicas e humanas. A advertência foi feita no momento em que o governo ucraniano estrita seus laços com os EUA e as potências europeias, por meio de novos acordos militares e exercícios conjuntos, numa área que os russos consideram historicamente como parte de sua esfera de controle e influência.

    A Ucrânia busca ingressar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), criada após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) justamente para coligar as potências ocidentais contra a ameaça da União Soviética, de quem a Rússia herdou o espólio das armas nucleares.

    Nesse processo de aproximação com a Otan, a Ucrânia recebeu uma grande remessa de munição e de mísseis Javelin dos EUA no começo de 2021. Na terça-feira (23), a Marinha ucraniana recebeu dois barcos de patrulha adaptados da Guarda Costeira americana, como parte de um pacote de assistência de US$ 2,5 bilhões.

    Os laços da Ucrânia com a Rússia entraram em colapso em 2014 depois que o governo russo apoiou separatistas que se rebelaram no leste ucraniano e assumiram o controle de territórios que a Ucrânia quer de volta. O governo ucraniano diz que aproximadamente 14.000 pessoas morreram no conflito desde então.

    Kuleba diz que Rússia tem cerca de 92.000 soldados reunidos nos arredores das fronteiras da Ucrânia e que está se preparando para um ataque até o final de janeiro ou o início de fevereiro.

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